segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

2009

Ainda não terminou mas sinto já necessidade de fazer um balanço... tentar interpretar estes últimos 363 dias... não é fácil descrever 2009... foi sem dúvida o ano de maior introspecção e exteriorização, de mais lágrimas e gargalhadas... foi ano de altos e baixos... dualidades, antagonismos... talvez por isso arrisco a dizer que foi o ano em que mais cresci...
Porque todas as provas têm uma meta, a desta corrida teve início logo no dia 1, em que me propus a enfrentar o medo e a insegurança, partindo só para a Praça do Comércio, entre a multidão que sempre temi, senti-me pequena, entre gente acompanhada senti-me realmente só... entre pessoas as pulos e aos gritos, não contive as lágrimas... foi horrível mas estive lá... relembro todas as situações a que me obriguei a ir porque queria estar mas não tinha companhia... em todas elas o vazio, as lágrimas...
Não foi fácil mas como em tudo, como se diz, primeiro estranha-se depois entranha-se... prefiro companhia mas não abdico de estar onde quero só porque ninguém me acompanha... foi a grande conquista de 2009.
Pior dia 6 de Março - Corte daquilo que tinha como mais belo até aquele presente.
Melhor dia 23 de Dezembro - Ilusão de que existe belos ainda por conquistar e que estão ao meu alcance.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Lonely Carousel

I can´t deny the way i feel

The truth is lost beyond this lonely carousel

Caminhada estranha a do presente... diferente... sinto-me tranquila, construo a meu mundo... lado-a-lado comigo... é giro percorrer o mundo sem um sinal de alguém... concluo que de facto é arduo caminhar sozinha nas ruas povoadas mas é saudável fazê-lo... se não existe aquele ser que nos acompanhe nada melhor que o fazer só... observo os outros e depreendo que somos uma sociedade aos pares... enfim... o conforto de ter alguém ao lado sobrepõem-se... hoje ao final de 9 meses sozinha concluo após tudo aquilo que absorvi dos outros que comigo se cruzaram, que lutamos todos por ter alguém ao lado, não nos damos por satisfeitos, há sempre algo errado no outro mas, não conseguimos pura e simplesmente abdicar do pendura... sinto-me orgulhosa... nada procuro senão a serenidade de caminhar cada vez melhor sozinha... aprendi a ter patinhas... estou feliz, mesmo muito bem comigo... a dignidade de não enganar ninguém para que esteja a meu lado... a todos os que o fazem sinto pena, mesmo muita pena... é possível ser feliz sozinha, aliás só se é feliz sozinha, os outros são só a ponte... nunca a essência... continuo a amar é um facto mas se me questionarem se quero alguém ao meu lado digo: NÃO! Então que queres? Quero conhece-la, abraça-la... enfim... mas não quero perder-me nela... Porque não abres os horizontes? Porque não quero alguém, gosto daquele ser (encolho os ombros)! Por isso é que não pressiono nada, por isso deixo o tempo correr... porque no fundo o importante para mim neste momento é sentir, sentir-me apaixonada, crescer sozinha... se um dia for correspondida logo se verá... mas não o desejo, desejando!

Vem aí o Natal... mais um... enfim... as pessoas são mesmo personagens de um videojogo... tão pouco originais, tão pouco inteligentes... enfim, a inteligencia artificial é um mal da sociedade... não questiono, apenas tenho pena...

Comentário que ouvi ontem... não têm TV?! por isso é que fumam ganzas... ri-me à gargalhada... e disse não, por isso é que pensamos... temos tempo, não o perdemos estupidamente colados a fazer zapping até o cérebro se cansar e adormecer... abomino quando me sento em frente a uma TV e os meus olhos ficam ali, quase que me esbofeteio... apercebo-me da capacidade de uma TV... limpar o espirito critico... olhar as familias, os amigos... jantares em comunhão... eles e a TV, conversa sobre o que se passa na TV, opiniões formadas por outros, ouvidas e integradas como forma de expressão... tenho orgulho dos meus amigos, não fui eu que os encontrei, foram eles a mim... nada como um jantar a partilhar as ilusões, desilusões, amores, conquistas, medos... de perferencia numa mesa redonda como a do S.

:o)

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Theory of perfect love!

Depois de uma partilha de emoções, sensações, razões, pressões, oposições, ilusões... alguém me diz: "O amor não devia existir... ou então amavamos uma única pessoa que nos amava da mesma forma, apenas e só uma, a vida toda!"... eu parei, olhei, pensei... "Sim tipo tupperwares!"...


Imaginar um armário como um mundo... os tupperwares as pessoas... naqueles momentos desesperantes que todos já passámos apercebemo-nos, damos conta que não existe relação mais perfeita que a caixa e a tampa... por mais tampas que existam, só aquela faz sentido, só aquela foi feita para encaixar...

Dia estranho hoje o meu... latência de um corpo dormente... pousei de novo o meu corpo no tempo dos dias que correm... sinto-me tranquila... adormeço sem arrependimentos, com a consciência pura... sinto falta do meu inconsciente confesso... sinto-me presa... cortaram-me as asas... elas voltarão a crescer...
Preciso de receber algo... preciso de oferecer algo... todos os dias me sinto a crescer e a perder a essência... no fundo mantenho o ritmo que me impõem...
Páro, penso, reflito e sorrio de lágrima fugaz, está tudo bem... bem demais... saudades do turbilhão... da correria... estou cansada... medo de não voltar a ter coragem para o voltar a fazer, mais tranquilo assim, parece... será?

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Refúgios

Só não há solução para aquilo que não controlamos... há coisas que nos fogem de controlo, refugiamo-nos no que temos, prendemo-nos, agarramo-nos... tememos a queda, evitamos o próximo passo para não cairmos... refugiamo-nos na certeza da estabilidade... difícil avançar quando o chão teima em nos mostrar o quão é inseguro o piso em que queremos caminhar... permito-me o risco, por vezes não o sinto de tão obsoleta razão, a emoção toma as rédeas da minha cavalgada... não quero nunca refugiar-me apesar de sentir saudades de terra firme... confesso que já não sei bem o que isso é, hoje sei onde ela está, em mim... por isso agarro-me a mim como nunca e caminho ainda num chão lamacento...

Vivo para não me arrepender de não ter ousado fazer...

Corro risto da ousadia, vivo num rumo diferente do que muitos lutam, remo no meu sentido, doi-me os braços, por vezes, por lutar contra a corrente... questiono-me sempre... sei o que sou...

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

The News


* Nova Rua *
* Novo Emprego *

* Novo Transporte *
* Novo Andar *

Nem tudo o que parece é... sempre me o disseram... enfim, apesar das grandes mudanças há coisas que permanecem iguais até demais...
Há coisas de facto inexplicáveis... só quem passa por elas as sente... gosto bué daquele ser, porquê? porque de facto continuo uma ridícula...
Vou ser bué feliz na vida que construo a cada segundo que passa... nada acontece por acaso, apesar de ao acaso acontecer... tudo é a base de um futuro próximo, apesar de ilógico e pouco transparente que possa ser o que acontece no presente, servir-me-à no futuro... amanhã...
Próximo do termino de mais um ano, nova década se inicia em breve... descrever o meu percurso deste ano vai ser fácil... corda bamba... difícil isolar um momento bom e um mau... foram tantos bons e tantos maus... tão diferentes... tanta perda, tanta conquista, tanta expectativa, tanta desilusão... no fundo e resumindo (porque tentarei isolar o melhor e o pior momento no próximo post) foi um ano preenchido, onde digo estou mais forte, mais bela, mais consciente... melhor pessoa no final deste ano! Venha o próximo... porque este não passarei sozinha por opção, tal como no passado o fiz! Estou melhor... mais confiante... menos pura é um facto...

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Onde me chamo?!

Sinto-me cheia de vazio... nada mais é que ficar com os olhos baços a olhar o tempo, esperar que ele passe, que alguém passe que me chame à razão... sentir que têm razão mas ainda assim ali ficar a olhar o tempo... dias que passam sem ver o sol... não me apetece... está frio... não estou triste, não estou desiludida, não estou magoada, não estou nada...
Sinto-me feia!:)

sábado, 21 de novembro de 2009

Things

Sabor agridoce... sei que nos pertencemos... por aquilo que levamos a cada passo umas das outras... fui mesmo bué feliz... apercebo-me ontem nos olhares que somos miúdas diferentes... num espaço onde tinhamos estado juntas... a movimentação dos corpos, os sorrisos, os abraços são hoje diferentes... há coisas que nunca agradecerei, porque agradeço todos os dias... não guardo uma única mágoa destes dois anos, apercebo-me que elas também não... interessante... incomum... personalidades tão diferentes conseguirem coexistir em paz, em crescimento... nada volta a ser o que era, porque mudámos graças a nós...
"Já vivi demais sabem... mas nunca fui tão feliz como fui na casa de Almada." frase da F. numa carta de despedida... frase que poderia ser escrita pelas três!
Um dia em dissertação sobre o porquê de seremos tão complementares consciencializei que
F. é bué o futuro. V. é bué o presente. R. é bué o passado.
Ensinamo-nos a viver e a descobrir o mundo pelas outras... o respeito... recordo-me de não ter medo de ser ao vosso lado... recordo-me de não castrar-vos mesmo quando não percebia... sorria apenas por saber que são felizes assim, mesmo que antagonicamente de mim...
Caem-me as lágrimas de felicidade... ontem a R. dizia-me: "Nunca tive dúvidas mas agora que te permites ao social apercebo-me pelas pessoas que te circundam o quão és admirada, os abraços que te dão, a forma como te ouvem, és um ser especial para quem te conhece." Sim, de facto acontece comigo e como a R. e com a F., apercebo-me que somos bué respeitadas e admiradas pelos outros que se cruzam connosco, porque efectivamente construimo-nos com uma base bela e pura... as três lado-a-lado... quem olha apercebe-se das diferenças são tão observáveis, não tentamos ser harmoniosas, porque a harmonia já existe na essencia... orgulho-me das noites hip-hop que dancei no garage, das noites africanas do mussulo, das noites jazz do catacumbas, das tardes de café no Pois café. Obrigada por me terem acompanhado nas noites do Trumps, do Maria... somos mais depois de nós...

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Levanto-me...


Doubt

Conversa de banco... entre partilha de infâncias... percebemos o que somos hoje "adultos"... alguém diz com voz de quem tem certeza... "ela é muito mais confiante que tu, estranho não teres ainda experimentado..."... pois mas as certezas ficam-se por isso mesmo certezas baseadas na incerteza que a realidade te vai mostrando... e não ela não é mais nem menos segura que eu, é diferente... faço-vos um desenho:
Existem dois campos de acção do meu eu... temos uma bolha... na minha bolha eu sou confiante, fora dela eu sou insegura... quem entra na minha bolha tem de quebrar a minha insegurança, quando entra eu estou-me pura e simplesmente a cagar, porque eu posso cair no chão, eu posso rir de boca aberta, eu posso dizer as maiores merdas, eu posso ser EU... se entrou é porque gosta de lá estar... porque gosta de mim tal e qual aquilo que sou... mas existe o outro campo de acção que esse sim me deixa insegura, especialmente quando existe algo que quero que entre na bolha... como diria o Shrek, sou como a cebola, tenho camadas... como todos temos... mas há quem seja confiante fora da bolha e hiper inseguro dentro dela... depende... encolho os ombros...
Mas depois de mais de 2horas a divagar na maionese entre amigos cheguei à resposta objectiva da mudança de rumo no caminho chamado SER... Expectativa quebrada... não esperava, nem espero de um ser que nutro como especial que se cruze comigo e me vire as costas, que não páre para me cumprimentar... doeu na Sexta... doeu no Sábado... doeu na Terça... mas nada como iniciar a Quarta com um estalo na cara alheia... sorriso porque sempre fui onde me chamei...
Hoje diziam pois mas ouviste demais... as pessoas influenciam-se... sim de facto é real... mas lembram-se quando diziam que vais lá fazer, bater com cabeça... eu virei costas e fui... lembram-se quando me davam encontrões e vai é agora deixa de ser tonhó... eu parei e fiquei... não me empurrem, não me amarrem... eu farei sempre aquilo que me der na real gana... sou assim, um ser que sente por si, um ser que não gere impulsos... vive o momento com os sentidos... a razão fica para os momentos em que os sentidos descansam... como este momento presente... em que olho para mim nas letras que se entrecruzam no monitor de um portátil que já voo de raiva contra uma parede sorte estar protegido por uma mochila e penso fodasse V. quando é que aprendes a ser aquele tipico ser humano que racionaliza as questões e essencialmente as acções? Talvez um dia aprenda... a ser um agradável ser humano que consegue ser aquilo que não é no exterior...
Será que é desta que não volto a criar expectativas... não me tinha apercebido que o simples cobrar o cumprimento de alguém era uma expectativa falhada... no fundo não vale mais a pena dissertar sobre algo pela qual tinha a expectativa tão baixa, mas que ainda assim me falhou... talvez não criar expectativas seja a solução... mas com esta fico na dúvida se não devo elevar as expectativas... deixo esta questão em aberto... tentar obter uma conclusão mais breve possível... neste momento imediato quero manter a dúvida... dissertar nos próximos passos que der... quando tiver uma resposta prometo que registarei aqui... mas que não seja para um dia quando não me recordar daquilo que era ou fazia nas madrugadas dos meus 27 anos, reler-me...

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Estaca zero...

Quando pensas OK está tudo uma merda... mas o camião já passou... ergueste e vem alguém a correr na tua direcção com um taco de basebol e espanca-te o estômago com toda a força... encolhes-te... percebes que te meteste a jeito... apesar de não mereceres porque és uma pessoa bela, porque és competente, porque és inteligente, porque és sensível, porque és o ser que ama mais belo, porque és consciente, levas com tudo porque és IRRESPONSÁVEL... porque és uma perdida... questão depois da pancada, posso ajudar? Não, merda não, ninguém pode ajudar... Irónico em cada perda ouvir, acredita que também fico a perder, porque se não fosse a irresponsabilidade eras perfeita... merda para a perfeição... merda para todos... merda para tudo...
Vejo a Mine a brincar com o rabo... deitada rebola... olha de lado para as minhas lágrimas... apercebe-se que a mamã não está bem, dá beijinhos... podes continuar a brincar com o teu rabo, ser tonto... mamã fica bem, ficará sempre bem depois de cada espancamento há lugar a um sentimento de revolta... a uma raiva que tem de sair por algum lado... refugio-me nas lágrimas e no orgulho que tenho em mim... não tenho nada... aos olhos do comum morta não passo de um zero à esquerda... mas eu sei quem sou... merda para o que os outros possam pensar...
MERDA!!!!!!!!

Mente cansada...

Apercebo-me que sou diferente... que não guardo o belo para proveito próprio...
- Ontem já estava um bocadinho bebeda...
- Bebedeira não é desculpa para nada!
- Mas eu não estou a tentar desculpar nada...
Sim se há coisa que não sinto necessidade é de pedir desculpas a quem quer que seja, consciência tranquila de que nada fiz de mal... simplesmente fui exagerada, inoportuna talvez... mas apenas dei, nada exigi, como aprendi a não fazer... recebo o que têm guardado para mim... fizeste sentir o incomodo, recebi, fiquei... não fiquei chateada, magoada... apenas fiquei comigo como sempre estive...
Dia louco o de ontem, no culminar de uma semana estupidamente extenuante... gelei... não acredito em merdas de destino, nem procuro nada... apenas interpreto com os meus olhos aquilo que se passa diante de mim... porque as melhores respostas às dúvidas e questões estão em ti, no teu corpo... eu senti... partilhei... não era para constranger... era apenas para ficar a saber o quão foi importante para mim... não a espero literalmente a ela... mas é a materialização de que o meu mundo imaginário pode ser real... explicar que não a desejo, desejando-a? explicar que abraço-a sem intenções secundárias mas que o meu corpo se recente?... sei o que tenho e o que nunca terei, não procuro o impossível, por isso não a procuro a ela... procuro a paz que um dia senti a seu lado... e que por incrivel que pareça continuo a sentir nos breves momentos de partilha, apesar de saber que não me pertence... porque não lhe consigo esconder nada, porque só com ela consigo ser eu, um ser pequenino... não quero que tenha pena, nem preocupação... angustia-me saber que a peso, que a canso... mas não consigo ser vazia com ela, do está tudo bem e o tempo amnhã vai estar melhor e lá lá lá... não quero nada senão que continue a fazer-me ser transparente 100%.
Feliz ou infelizmente a vida dá voltas mas nunca a 360º, por mais semelhante que seja nunca consegues voltar aquilo que eras... porém hoje no início de uma semana sinto que me libertei de mais uma rotunda... dói, dói mesmo muito... perdida ainda na saída que "escolhi"... receio do novo caminho que se inícia... as rotundas são comodas, controláveis, deixaste ficar até te aperceberes da prisão em que estás, da privação que te impões... rotunda C. teve ontem o culminar... o entrar num espaço onde entrava com olhos vidrados nela... olhar para tudo e os meus olhos não a procurarem, não procurarem o sinal que procurava de todas as outras vezes... refugiei-me, protegi-me não nego mas não procurei nada para alimentar mais uma volta na rotunda... gosto daquele ser, o porquê enfim pouco é relevante, gosto porquê gosto, porquè sinto... mas ontem depois da partilha com o ser mais importante da minha vida, apercebi-me que não me posso privar de viver por mim...
Estou exausta... peso-me... não sei ainda que merda ando a fazer... porque tenho de continuar a andar ao ritmo que me impõem... continuarei a caminhar... não se assustem quando digo estou cansada de viver, não é sinónimo de querer morrer... é tão simplesmente aquilo que sinto, como sempre o fiz quando me permiti falar de mim, porque ou me calo ou digo tudo... não quero tudo só para mim... por mais estupido e ridículo e transparente e bucólico que seja... é tudo!
Acordei como se tivesse sido atropelada por um camião de rodado duplo com reboque, carregado de pedras mármore... imponho-me a sentir cada roda que passa por cima do meu corpo, imponho-me a sentir cada negra que se aloja na minha mente... como uma ferida, um corte na ponta do dedo... os anticorpos actuam, criam defesas, o sistema imunitário adapta-se para te tornares mais forte aos micróbios com que te privas dia-a-dia... assim acredito que amanhã estarei mais forte quando o despertador tocar...
Podem julgar que sou uma depressiva bucólica que alimenta tudo o que é negativo... mas a realidade é que alimento o que de bom me acontece à exaustão e apercebo-me que a vida são particulas de momentos... e que existem instantes decisivos... um dia quando ouvi temos de sair de Portugal, esse foi o instante decisivo em que eu não corri para comprar o bilhete de ida... já passou... um dia quando se sentou no lugar do pendura, depois de ter dito "eu vou com ela", esse foi o instante decisivo para dizer o quão é importante para mim... para a frente segue tudo menos o caranguejo, mas nem esse segue para trás...

sábado, 14 de novembro de 2009

Poeira!

Consciência tranquila de quem nada tem que justificar... entrar no espaço hostil e sentir-me segura... ainda sou ingenua...

O mundo vai-me mostrando o caminho... apetece-me chorar confesso... sem capacidades para o fazer... acredito cada vez menos é um facto... apercebo-me do tempo que passou, dos cruzamentos que criei... não vivo à toa, dou conta... mas porque não fui mais uma vez capaz?! que temo eu naquele outro ser... já está tudo deturpado... mágoa sinto hoje ao perde-la ou talvez ela a peder-me a mim... acreditar que um dia voltarei a sonhar...

Hoje lembrei-me desta passagem do L-Word:


Sentada lado a lado com o ser que mais amei... ouvi... como é que é possível?... olhei vi uma lágrima... abraçadas ficámos na certeza de que o amor vale tudo...
Hoje em partilha perguntaram-me... tu acreditaste?! eu respondi... eu senti... não havia em que acreditar, apenas senti, sonhei, alimentei... por tanto ter sentido que era verdade...
Mas hoje talvez não me iluda com tanta facilidade... talvez por não me permitir amar com tanta intensidade...
Chegar à soma de tudo o que vivi antes, durante e depois, porque só assim consegues ser clara e transparente na análise... porque não morri naquele dia em belém deitada na relva? porque não morri naquele dia deitada numa pensão ranhosa em cacilhas? porque não morri um dia deitada nos teus braços? era feliz... como numa mais serei... apesar de todos os defeitos dessa merda de momentos... apesar de toda a merda que se acumulava nas costas desses momentos... porque continuo aqui? não me apetece... estou cansada... não sei viver...
Parti sozinha pelo tempo... descobri aquilo que não queria ver...
Estarei sempre numa fase de questões e insegurança... no fundo aquele ser é bué especial pela perspectiva de mim no futuro, apercebo-me agora que o futuro, o tempo, tem sempre a base dos outros dois tempos verbais! Fico imóvel pela clareza que ela me mostra, por um lado, o positivo, a minha forma e capacidade de amar, é minha, mas que no fundo esse lado positivo que alimento ao segundo é sinónimo de dependência, de receio, de resignação, do tolerancia, de espera, de PERDA... partirei para outra novamente com o sabor agridoce de um amor que não foi totalmente explorado... fico com ele em mim, transporta-lo-ei pelo meu tempo e caminho... azeda a sensação que este ser nunca saberá o quão importante foi na minha construção....

domingo, 8 de novembro de 2009

Palavras presas...

Quando estás cheia e isso te inquieta o estomago recente-se e vomitas... sinto-me mal disposta, vontade de vomitar sem nada para deitar para fora... dormencia de um ser que não se compreende... de que tenho eu receio? não receio algo concreto, talvez me questione o porquê apenas da prisão de palavras... ok, eu sou um ser bastante atrofiado, mas porque é que dois seres que já partilharam espaços comuns não conseguem sorrir em comunhão? porque não conseguem falar naturalmente? está a consumir-me demais aquele ser...
Vontade atroz de vomitar tudo o que tenho dentro de mim... mas será que conseguirei colocar por palavras verbalizadas tudo o que tenho para dizer?! será que faz sentido falar tudo o que tenho dentro de mim?! só sei que tenho necessidade de falar com aquele ser, no fim de 6 meses em que me cruzo com ele quase dia sim, dia não... no fundo mal abri a primeira página do meu livro...
Talvez no fundo tenha apenas receio de me dar, por saber, por sentir que posso bater com a cabeça... mas continuo na corda bamba e não consigo avançar, nem recuar... fico no estado passivo activo de um sentimento que segue sem se expressar...
Qual o próximo passo? Avançar ou recuar? Qual será aquele para o qual terei mais força?

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Explicação de mim!!!!

No final de uma semana vivida ao segundo, lamenta-se os momentos em que não me explorei mais, diferente... tudo segue o rumo certo, porque seguiu... não me inquieta o que era suposto ter sido, ter acontecido...
Sento-me comigo ao lado no final de mais uma semana e encontro-me... tranquila com o ser que se deita a meu lado...
Olho o mundo que se cruza com o meu, sinto-o intensamente... analiso, interpreto, percebo... angustia de não se suficiente para proclamar a todos o quão é fácil existir, o quão é simples gerir relações... basta dar espaço, basta respeito, basta tempo... basta sentir o outro em nós... basta sentimo-nos no outro... as palavras, as acções são apenas (ou deveriam) um reflexo expressivo do ser em relação com outro... não deve ser uma exigência... cansada de sentir o constrangimento que causa o silêncio a suposta passividade... será tão díficil entender?! de perceber onde se encontra a real resposta?!
Sou um ser inseguro, mesmo muito inseguro... mas demasiado confiante... aprendo a não ter vergonha do rídiculo, do menos próprio... é verdade que temos que nos adaptar, concordo plenamente, aliás é inconcebivel e inaceitável não o fazer... mas a adaptação tem ser transparente...
Questiono-me se me entendem, se me conseguem elevar em conta... temo que me olhem e analisem como uma perdida... agarro-me à base que construí e nutro que nada me fará quedar a confiança...
Analiso o passado em prol de um presente futuro que construo, alicerces que apoiam cada passo que dou... vivo o presente na certeza que nada devo, que nada escondi... quem se usou fez proveito disso e agradeço, quem não o fez foi porque não percebeu...
O tempo passa, sinto-o a passar... questão impera, foi tempo perdido? resposta sentida no segundo imediato, não! É o meu tempo, estou a vivê-lo, era suposto nas regras de uma sociedade obstinada de objectivos e metas, que algo já fosse palpável, não o é, talvez até nunca venha a ser, mas não, não foi, não é, nem será nunca uma perda de tempo... como conseguirei fazer sentir a alguém por palavras o quão aquele ser, que nada me deu de concreto e objectivo, é importante para mim no passado recente, presente?! O sentimento é nosso, independentemente do outro, tudo o que construímos, que criamos provém de nós, transmite-se, expressa-se, concretiza-se no exterior, nos outros... estou bem, tranquila... corro o mundo à procura de a sentir, de a ver... sim corro! Mas não anseio o objectivo óbvio dessa correria... no fundo eu não procuro mais do que sentir, do que sentir o que de mais belo tenho para sentir... o corpo a tremer a sua presença, o rosto a corar... porque ainda não a agarrei?! Questão impera no seio de amigos que sabem os promenores... "já tiveste tantas oportunidades!", "sente-se que ela não nega a tua presença!", sim eu sei, isso e muito mais porque fui eu que lá estive, porque eu estou extremamente atenta a cada palavras não verbalizada, mas porque tenho de acelerar o processo, porque tenho de percipitar o momento... ninguém me entende, sorrio com o nervosismo que a minha história causa nos outros... de facto é uma história que não existe... mas a história da minha vida não existe... tenho orgulho de cada capítulo, deste que ainda agora começou tenho mesmo muito orgulho, pelo simples facto de dizerem... "como é possível?! Estás há quanto tempo nisso?!"... há 5/6 meses... não tenho pressa, vocês têm?! Pressa de quê? Que deveria eu procurar?! Um beijo?! Ter a outra pessoa?! Dar como prémio de um aposta que fiz a mim mesma?!
NÃO!!!
Eu não a quero!!! quando é que conseguirei fazer sentir que eu não a quero?! Eu quero amar, só isso, de preferência ser amada... mas isso eu não posso nunca lutar... isso cabe-lhe a ela ou não... e eu não exijo, nem dela, nem de ninguém que me ame... não me adultero, não me transformo... estou bem, mesmo muito bem...

domingo, 25 de outubro de 2009

Enjoy the Silence

Sem dúvida que as palavras são o fel de uma sociedade de humanos insaciáveis de conversas, de diálogos... as palavras foram criadas por necessidade de expressão, de transmissão, de partilha... cada vez mais se adultera o motivo pela qual elas foram criadas... são usadas como mascara, como forma de nos escondermos... nada mais servem que para transmitir informações de terceiros... cada vez mais se contêm as palavras puras, aquelas que só se fazem ouvir em cada um de nós...

Não, não usei ninguém... não, não magoei ninguém... sempre usei a palavra na primeira pessoa e se não fiz nunca o foi com intenções terceiras ao que efectivamente foi proferido... receio estar numa fase em que as palavras que só eu ouvia se soltem sem freio... cansada do silêncio... cansada de me comedir por receio da questão... no fundo protecções que uso e faço delas a forma de evitar o confronto de questões que as farão soltar mais facilmente...

Porque não somos sinceros connosco, porque ultrajamos o nosso eu em prol do que é suposto ser... não quero, não consigo... o silêncio ocupa o lado de pendura numa viagem em que necessito de co-piloto... mudança de parceiro sente-se necessidade, mas a confiança neste que há anos me acompanha faz-me temer a mudança... continua a permanecer como o grande aliado, mas cada vez mais, a cada dia, a cada momento me casa a sua forma de me co-pilotar... sinto que me engana, que não me dá o caminho mais fácil, mais curto, melhor para o meu objectivo...

EXISTIR SEM RECEIOS!

"Que se passa?"... pergunta de um domingo... "não se passa nada!"... resposta de um domingo...

Não há algo concreto... não é uma situação... não é um momento... não é uma expectativa falhada... não é um ausência de algo... é tão e puramente o meu silêncio nas situações, nos momentos, nas expectativas falhadas, na ausência de algo...

Como me disseram na Sexta-Feira entre duas cervejas... "V. não és a Madre Teresa de Calcutá, não tens de perceber todas as pessoas!"... sim não tenho S., mas percebo algumas... mas sim não devia... cansa-me... pelo simples facto de essas mesmas pessoas não me perceberem a mim... expectativas que aprendo a gerir, a organizar, a filtrar, a matar (antes que morram)!!

Não se trata de descrença, trata-se de análise da realidade... só posso contar comigo e com aquilo que me dão no presente...

Estou estupidamente apaixonada... ridiculamente absorvida...

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

New Reborn

As necessidades fazem-nos repensar, repreocupar, recriar...



RENASCER...


Sinto um mal estar interior como nunca o senti, explicar não é fácil, apenas sinto-me oca... talvez por estar mais centrada em mim e perceber que efectivamente estou só, conseguir não depositar no exterior os meus problemas, as minhas falhas... gerir em mim tudo... é pesado, cansa!!!


As mudanças acontecem no exterior, na prática, na acção... quando é visível para os outros ela materializa-se...
Próxima aprendizagem... saber dizer que não... aprendo à medida que me cruzo com o mundo, com as pessoas, com as entregas que me permito... que sou diferente, sério... sou um ser egoísta, sim sou... sou um ser egocêntrico, sim sou... não exijo que os outros não o sejam... exijo apenas que tomem consciência do que são, das acções que tomam... porque olhar para o outro e dizer: ah! sim V. tu isto e aquilo... a V. acena a cabeça com gesto de conivência, porque sim, não sou perfeita... mas tenho consciência de mim, das minhas acções, das reprecursões dessas acções nos outros... mas custa-me, angustia-me, magoa-me perceber que a maioria das pessoas não têm noção daquilo que fazem... não me cobrem mais do aquilo que tenho para dar... que é bué... triste por não valorizarem... até sentir que nem o sentem...
Ouvir os problemas dos outros... falar com os outros... estar disponível para os outros... e EU! estou completamente perdida... quem se preocupa? ninguém pelo simples facto de não andar com cara de merda... ultimamente até isso já não consigo gerir... mas depois quando abro a boca não me faço sentir... cansada... tão cansada... imenso cansada!!
Encolho os ombros... sei que serei feliz... sei que sou diferente nos outros... sei que serei sempre um ser solitário porque nunca ninguém conseguirá comunicar com o meu ser como um todo... mas sei que serei feliz... porquê? porque não culpo ninguém das minhas falhas... a vida é tão simples e redutora ao não culpes ninguém por aquilo que és...
Objectivo pessoal para o futuro... sonho com isso... anseio por isso... vou tirar o curso para o qual nasci... CINEMA... vivo hoje a imaginar curtas... capto o mundo e realizo as minhas histórias...
Olhei para o programa do curso e saltou-me no imediato... História do Cinema... perguntar-me porquê, para quê cinema? por prazer próprio... não anseio nada... apenas realizar-me interiormente...

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Nada de tudo que sou...

O corpo que sente...
a alma que pressente...
a tua presença,
a tua ausência.
Fico imóvel, a flutuar,
num estado de esperança,
que quando se quebrar
me vai levar a crença
de um sonho por realizar,
a vontade de respirar!
Desejo de te encontrar,
sentada numa esquina,
correr para abraçar
esse corpo de pequenina.
Tenho de fugir...
Cansada de sentir...
Desejo de alimentar
algo que me está a consumir!
Cansada de criar...
Medo de deturpar...
O momento perfeito
em teus braços cair,
teus lábios sentir.
Tempo passa e não surte efeito.
Não quero o imediato,
mas anseio o contacto.
É preciso calma dizem...
É preciso calma sinto...
Presença de mim exigem,
para todos, para mim minto
que sou um ser presente,
quando estou, no fundo, ausente.
Perdida em ti,
por ti parti,
de mim,
sem previsível fim...

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

24h party people

Tinha de acontecer... sensação de vazio brutal... no final de sete meses sinto-me mal... necessidade brutal de me fechar em casa e nada sentir de novo... quando será que deixarei de sentir?!
Senti bué ontem... senti demais... o sonho a seguir o seu caminho natural, o desabar do mesmo... sentimentos antagónicos... sim de facto pouco ou nada muda... pouco ou nada faz sentido... mas já mudou... mas já senti... fica a sensação estúpida de mais uma vez não ter valido a pena... que faço eu nas ruas de uma vida vazia de nexo... onde tudo o que desejo é sorrir e não fazer mal a ninguém... mas faço, as lágrimas ocupam o espaço de um rosto que foi criado para sorrir... mas sem vontade se erguerá amanhã para mais 24 horas num mundo que exige que sobreviva... apetece-me desistir... talvez já o tenha feito... resigno-me à necessidade de continuar na festa vida da melhor forma possível... estou cheia de mágoa... de dor... o corpo está pesado... serei louca num mundo sã, ou sã num mundo de loucos...
Prometi a mim mesma que não voltaria a deprimir aqui... não fui capaz... falhei... comigo...

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

εγχειρίδιο

Felizmente não percebo grego, quero acreditar que o meu manual ainda se encontra por traduzir... se é grego não me ensinem...

Mais longe... mais perto... do quê não sei... não quero saber... sigo os impulsos...
Não é fácil... não complicamos... as coisas são complicadas... simplesmente há capacidades de as relativizar ou não... não é fácil acordar, sorrir, viver... depois da incontornável realidade de que não posso viver ao lado de quem amei e me amou... mas há a capacidade de re-sorrir de novos encontros, re-viver novas partilhas... não é fácil... a vida não é fácil, mas é a única coisa que temos efectivamente...
Não é fácil viver sozinha, reencontrarmo-nos... olho e reflicto nas acções... não estou diferente, sou a mesma... vivo de forma diferente... quem se alheou de me sentir no presente, olhando-me como reflexo do passado, como eu o faço às vezes, é estranho, é esquisito... é diferente... porque o meu mundo é diferente... vou para a rua beber copos porque não há alguém a jogar computador sentado num sofá... não fico acordada até amanhecer sentada imóvel ao lado de alguém num sofá porque não existe algúém, muito menos sofá... existe hoje a rua... a cerveja... os passeios... o Copenhaga... o Maria... os amigos... os policias... existe vida como outrora houve com expressão diferente... mas sempre EU... um ser que vive intensamente cada momento com a sua dose de inconsciência, porque o manual foi editado em grego... e ainda bem...
Vivo por mim... para mim... partilho com aqueles que me querem no presente, tudo... dou aquilo que me "exigem"... hoje a diferença passa pela consciência... hoje apercebo-me porque estou, porque "erro", porque me canso... porque quero... porque faço questão de estar... de dar... de receber... a quem está online...

domingo, 4 de outubro de 2009

Apêndices

Dissertação de uma manhã solarenta... os acessórios da vida... os floreados criados para dar sentido ao que por si só já o tem, mas exigimos que se torne mais explícito e acabamos por não perceber que só faz com que se perca o verdadeiro sentido... exemplo disso o segundo nome... bom, digamos que é giro... penso em mim a escolher um nome... a conjunção das palavras o todo como perfeito... mas a essência, o reduzir ao essencial, porque no fundo o resto é apenas isso, o resto de algo que é fudamental... invade-me a vontade de explorar o cerne de mim... sou V. só... sou porque alguém teve a ousadia de não florear... mas que antes e depois da audácia teve a necessidade de escolher mais três nomes e não o fez... mas no fundo somos e seremos sempre criadores de apêndices desnecessários, até porque como tudo provém da origem, nós próprios temos um Apêndice... mais uma vez extrapulo para o meu eu e de facto até esse já me foi tirado... o interessante é que existe um prazo para ele sentir necessidade de fuga, o meu foi logo no primeiro momento em que teve oportunidade, o meu corpo rejeitou-o... "se não passas de um apêndice porque terei de andar contigo"... como acredito que as coisas têm sempre uma sequência lógica, não que seja aquela fundamentalista matemática da vida... mas interpreto tudo como uma sequência mutável, porque efectivamente tudo é mutável e flexivel... tu transformas transformando-te em comunhão... não há partes isoladas... há a essência... há a dúvida... há a questão...


há uma caixa... e há sempre um tampa...

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Serenidade...

Estou calma...
Depois do turbilhão, em que nem das cuecas sabia, volto a encontar-me... num espaço novo... sinto-me crescida... a vida é uma constante aprendizagem... de facto tudo é possível se nos predispuzermos a tal... sinto-me orgulhosa de mim... ainda meio perdida, mas confiante que aquilo que ainda está por resolver, se vai resolver... desde Março que ando a lutar comigo, a aprender a resolver os meu problemas... não foi fácil não ter alguém a quem recorrer... os amigos, os pais, estiveram e mais que nunca estarão sempre, são a base... mas parto hoje para cada adversidade, cada conquista mais confiante... não existe mais aquela miúda que não ia pedir um café sozinha, aquela miúda que não entrava num sitio sozinha... hoje permito-me... não mudei, serei sempre a pequenina que falará baixo, mas faço-me ouvir... porque se eu não confiar em mim, quem confiará? se eu não acreditar em mim, quem acreditará? pois... ninguém...
Mais que nunca estou acompanhada... mais que nunca estou só porque quero...
Olho à volta, vejo as minhas coisas, a minha Mine e penso: sou feliz... consegui... estou sozinha... encolho os ombros... o telefone toca... vamos sair diz a mensagem... vamos digo eu...
Descobro o mundo pelas mãos dos outros... desde Março que descobri bué cenas... se as fosse descrever todas aqui perderia a minha noite, coisa que não o vou fazer... é meu... sorrio... ainda há tanto para descobrir, por isso vou-me preparar... não preciso de mochila porque não vou para o deserto, nem para a selva... mas vou sem expectativas... vou para poder estar no palco da vida... lá fora...
Apercebo-me que serei sempre preenchida porque o cultivo... porque serei sempre um ser depressivo, agarrado ao passado, com momentos de melancia bucólicos, mas sou um ser bué disponivel para viver... para voar... hoje como ontem e amanhã irei voar mais um coi...
Gosto tanto de alguma pessoas que faz confusão... nunca ninguém entenderá a minha forma de amar... aprendo no presente a não pedir nada senão aquilo que está guardado para mim...
Estou resolvida...

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Consegui...

Finalmente... entro numa casa... num espaço conquistado sozinha, apesar das colegas...
Finalmente... entro num quarto vazio... sento-me e digo é meu, só meu...
Finalmente... ando pelas ruas povoadas... estou onde quero estar, com quem quero estar... não devo nada a ninguém... ando por mim...
Finalmente... sento-me sozinha numa mesa de jantar... sinto conforto... o silêncio... o meu tempo...
Finalmente... estou com o mundo... em paz comigo... estou bem...
Conformei-me ao meu estado... ao estado mais real do ser... a solidão em sociedade... não espero nada... continuo a sonhar... vivo cada momento como se trata-se de um filme, daqueles épicos... mas não crio expectativas... essa tão má afamada palavra, cheio de podre... expectativa zero é o meu nível... não crio mais para além do presente... não voltarei a exigir mais daquilo que o mundo, as pessoas têm para me dar... delicio-me com aquilo que recebo... vivo-o intensamente, sou feliz ali... o antes e o depois existiram sempre... mas neste momento vivo com o presente mais eminente...
Estou cansada, o corpo está doente... a cabeça está pesada... mas a alma está em paz... sou minha... só a mim devo justificações... só a mim... é NICE!

sábado, 19 de setembro de 2009

Wanted

Um novo início... mochila às costas... anseio por um novo espaço... a descoberta de novas cores, novos odores... a exploração de novas ruas, novos rostos...
Recostada na minha cama... vou sentir saudades... das paredes amarelas... do sofá confortável... do sol matinal... foram dois anos... entre paredes amarelas... no sofá amarelo...
que amei,
que chorei,
que sonhei,
que divaguei,
que vos suguei,
que me enervei,
que me partilhei,
que sorri, diverti, cresci
e que finalmente parti...
tudo aqui... entre manhãs em que quis ver o sol nascer e outras em que não o quis ver... foi aqui que aprendi grande parte daquilo que sou hoje, porque é o meu passado mais recente... com a ajuda de todos aqueles que cruzaram a porta que um dia alguém tentou destruir... cresci, cresci tanto... sinto-me diferente hoje... as pernas não são as mesmas que entraram neste chão escuro e sujo... o sorriso hoje é mais pesado... o andar mais conformado... não pior... diferente... chama-se maturidade... sinto o chão hoje, na saída, mais organizado e confiante de quando entrei... criei aqui e no tempo que aqui estive o mais belo que um dia sentada numa mesa entre amigos poderei partilhar... três miúdas à descoberta de si...

O tempo perde-se,
não o sentes a passar...
O corpo prende-se,
sem se entregar...

Vives o sentimento
de saudade,
levas no pensamento
a liberdade...
De que se viveu
cada segundo,
de que se perdeu
consciencia do mundo...

Universo de mim
Universo de vós
Tudo tem um fim
com contras e prós.
Essencia de mim
Essencia de vós
A base de que enfim
somos aquilo que chamamos de nós!

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Know-how (of us)

As coisas nunca acontecerão por acaso, apesar de ao acaso acontecerem... por não o anteciparmos, por apenas o sentirmos quando nos permitimos a uma atenção desmesurada e bucólica... ali permaneces numa ansia de sentir de todas as formas e sentidos o tempo, o espaço... quando o que os olhos recebem é pouco para te saciar a sede de sentir... o desejo de conhecimento...

Termino de uma noite... onde se simplesmente resume a três minutos e alguns segundos ao som de uma música que se intormete num carro de ritmo lento, em silêncio ao fundo ouve-se o resumo da noite... o impulso de o puxar à tona, o som eleva-se... o baixo soar "Oh! Kings of Convenience"... o voltar ao estado inicial de sorriso de quem sentiu o mesmo ou não, mas algo sentiu...


Também gostei muito deste "bocadinho"! (Silêncio) Até já...

domingo, 13 de setembro de 2009

Criação de uma luz

Fui sem pretenções, apenas matar a saudade dos olhos que alimentam a alma, de um ser desejoso de carinho...
Os olhares que se cruzam e não se estrenham, fica no ar a curiosidade mútua de quem gosta do que os olhos veêm...
O sair, o corpo que se cruza, perto do meu, sem contacto, pois o medo de quem sabe que se tem de proteger disso que chamam de partilha...
Já satisfeita e saciada, sinto o toque de quem ousa ainda manifestar a presença, "Estou aqui, reconheço-te, gosto da presença, procuro."...
Volto-me, vejo um ser que mexe comigo sem me tocar, agora tocando nada mais desejo que o desbloqueio, o conhecer...
Há interpretações que só a mim pertencem, "Amanhã vou ao estádio."...
Lê, relê! São recebidas no destinatário a comunicação, fica dentro de si...
É nada e tudo, um mundo por descobrir a cada momento, depende da perspectiva...


Tenho medo de o ter
Sinto-me livre sem o ser
Presa no inconsciente
De um prelúdio iminente
Nada sou, senão eu
Talvez, nada serei
Enquanto não for teu
Sei que existirei
Aqui em mim
Não aceitarei o fim
De algo que construí
Que em mim, por ti, nutrí
Anseio a partilha
Luto por amor
Temo a dor
Desejo calor
Sonho sem pudor
O céu está nublado
O belo mantém-se acordado
Olho e só vejo que brilha.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Terra...

Ontem num final de tarde... sentada num dos sítios mais belos onde já estive... talvez por me ter sentado a primeira vez naquelas pedras sozinha... relembro o motivo... fui... irei sempre... porque as asas da emoção sobrepor-se-ão sempre... entre cigarros, cerveja e o "Ocasião"... ali estive... a fingir que lia os anúncios... a mente foca-se em tudo menos nas pequenas letras... deixo-me levar... deixo de me mentir... fecho o jornal...

permito-me deitar sobre a pedra... as costas doridas ressentem-se mas alma exige... ali fico a olhar o céu azul... o branco que ressalta das nuvens que estão de passagem... sorrio... com aquele sorriso de quem é perdido... descubro-me... sou um pássaro consciente num mundo de humanos... falta-me a terra reparo... não me prendo a nada... fico livre, como só os seres com asas sabem, para seguir o rumo do vento... às vezes pousada estou, calma, na tranquilidade dos dias sem vento, sem turbilhão de emoção... mas quando ela chega, quando a aragem faz questão de se fazer sentir... o corpo pulsa de emoção... a razão baixa para um nível inferior... ali fico à espera da rajada de vento que me eleve... voo como louca, com os olhos focados no ponto mais alto, mais longinquo... vou sem olhar para trás, mesmo de quando em quando olho, não me é suficiente para parar a viagem a que me propus... a queda como sempre doi... pelo simples facto de não ser um ser com asas, mas sim um ser humano... esses que nascem com o livro de instruções, como viver... que peças adquirir no meio do caminho para chegar ao fim vitorioso... olho o ser humano e parece um videojogo... não quero jogar comigo... ou melhor não sei... contrario tudo... não passei ainda do primeiro nível... não vou sair vitoriosa... mas também não vai aparecer nunca o indisejável GAME OVER... porque nunca o temerei... porque não vivo para vencer... luto para viver...
Apercebo-me que poucos são os momentos em que nos permitimos ao prazer... acordamos porque temos de trabalhar.... trabalhamos porque temos de ter dinheiro... temos dinheiro para comermos (sobrevivermos) e criarmos a nossa base para sermos aceites perante os pares...
Onde está o prazer pelo simples prazer de acordar?
Onde está o prazer pelo simples prazer de trabalhar?
Onde está o prazer pelo simples prazer de comer?
Onde está o prazer pelo simples prazer de amar?
Temos de amar! Temos de ter alguém... "Hei, vives sozinho? Ninguém vive sozinho... só os loucos!"
Onde está a inteligência dos seres superior que somos em relação aos demais seres na natureza terrestre?
Consideramos os outros seres não inteligêntes, porque seguem os instintos, são pouco flexiveis... enfim... o que somos nós seres de capacidade superior...

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Personalidade de Arquitecta

A brincar no mundo virtual encontro um teste... decido perder tempo... intrigou-me...

Reconheço-me do resultado... colo-o aqui para um dia mais tarde recordar... deixo o link no final caso alguém deseje perder o seu útil tempo para se conhecer um pouco melhor... nunca é uma perda conhecermo-nos... mas isto é o meu eu pragmático de Arquitecta...

O meu resultado: "O Arquiteto"


Arquitetura é a ciência das relações espaciais - a organização, estrutura, construção, configuração - e os Arquitetos, desde pequenos, estão preocupados com relatividade espacial e [projetos/modelos de sistemas]. Mas os INTPs não devem ser considerados como unicamente interessados na configuração de espaços tridimensionais, como edifícios, pontes e máquinas; eles são também os arquitetos de currículos, de empresas, e de todos os tipos de sistemas teóricos. Em outras palavras, INTPs são homens e mulheres cujo objetivo é delinear estruturas sistêmicas e construir modelos estruturais. Todos esses Arquitetos consideram o mundo como pouco mais do que matéria-prima a ser remodelada de acordo com a sua concepção, como pedra bruta que deve ser lapidada. De fato, nos seus anos posteriores (depois de descobrir que a maioria das outras pessoas está fingindo uma compreensão das leis da natureza) os INTPs tendem a julgar-se organizadores superiores que devem opor-se à natureza e à sociedade em um interminável esforço para criar organização a partir das matérias-primas da natureza. Enquanto os também Racionais INTJs são especialistas em ordenação, os Racionais Arquitetos são especialistas em organização.

Como uma variante dos Racionais de Platão e dos Dialéticos de Aristóteles, os INTPs são pouco diferentes dos outros NTs na maioria dos aspectos. Como todos os Racionais, eles são abstratos na comunicação e utilitaristas ao implementar seus objetivos. Eles preferem estudar ciência, são preocupados com tecnologia e trabalham bem com sistemas. O seu ponto de vista é pragmático, cético, relativista, focado em interseções espaciais e intervalos de tempo. Eles baseiam sua auto-imagem [definido pelo autor pela combinação de auto-estima, auto-respeito, e auto-confiança] em serem engenhosos, autônomos e resolutos [respectivamente]. Se depender deles, são calmos; confiam na razão, são famintos por conquistas, buscam conhecimento, valorizam cordialidade e aspiram a ser como magos da ciência e tecnologia. Intelectualmente eles são muito mais propensos a exercer a estratégia à diplomacia, à tática, e sobretudo à logística. Além disso, com a sua natureza investigativa ou exploradora eles tendem a preferir o papel informativo do Engenheiro ao papel diretivo do Coordenador. E porque são reservados e altamente atentos eles parecem preferir o papel do Arquiteto ao do Inventor (ENTP).

Arquitetos são raros -- estimemos um por cento da população -- e portanto dificilmente encontrados em locais comuns, ou se encontrados, não são reconhecidos. Para este tipo de Racional, o mundo existe essencialmente para ser analisado, entendido e explicado. A realidade externa em si não é importante, é uma mera arena para verificar a utilidade de idéias. O importante é que as estruturas básicas do universo sejam descobertas e enunciadas, e que tudo o que seja declarado sobre o universo seja declarado corretamente, com coerência e sem redundâncias.A curiosidade acerca destas estruturas fundamentais é a força motriz dos INTPs, e eles pouco se importam se os outros entendem ou aceitam suas idéias. Os Arquitetos aprenderão por qualquer maneira ou grau que possam. Se conhecimento pode ser adquirido ao observar alguém ou praticar alguma ação, então vale a pena; se não pode, então não vale a pena.

Os Arquitetos estimam a inteligência em si mesmos e nos outros, e parecem estar constantemente à procura dos princípios tecnológicos e das leis naturais sobre as quais o mundo real está estruturado. A varredura cognitiva dos INTPs não é global e difusa como a dos NFs; pelo contrário, os Arquitetos limitam sua procura apenas àquilo que é relevante para o assunto em questão, e portanto eles parecem capazes de se concentrar melhor do que qualquer outro tipo. Os Arquitetos também podem tornar-se obcecados com a análise. Uma vez apanhados em uma reflexão, esse processo parece ter uma vontade própria, e eles persistem até compreenderem o problema em toda a sua complexidade. Além disso, uma vez que os INTPs sabem alguma coisa, eles a lembram. Com o seu grandioso desejo de compreender as leis da unidade e diversidade, eles podem ser um pouco arrogantes e às vezes podem mostrar impaciência com outros menos dotados de capacidades dos Engenheiros [ver tópico], ou menos auto-motivados. Infelizmente, o seu orgulho por sua engenhosidade pode às vezes gerar hostilidade e atitudes defensivas por parte dos outros.

Os Arquitetos apresentam a maior precisão no pensamento e na linguagem de todos os tipos. Eles tendem a perceber distinções e inconsistências no raciocínio e na linguagem instantaneamente, e são capazes de detectar contradições em afirmações independentemente de quando ou onde as afirmações tenham sido feitas. Apenas frases que sejam coerentes têm sua consideração, e portanto a autoridade conferida por um cargo, credencial, ou fama não os impressiona. Tal como os ENTPs, os INTPs são devastadores em debates ou em qualquer forma de discussão; suas habilidades em análise diferencial dá-lhes uma enorme vantagem em descreditar os argumentos dos seus oponentes e em reforçar os seus próprios. Eles consideram todas as discussões como uma busca por compreensão e acreditam que a sua função é eliminar inconsistências, não importa quem seja responsável por elas. É difícil para um INTP ouvir absurdos, mesmo em uma conversa informal, sem apontar o erro de quem os falou, e isso torna a comunicação com eles uma experiência desconfortável para muitos.

Este tipo de Racional é o lógico, o matemático, o tecnólogo, o cientista -- aquela pessoa determinada a qualquer exercício que exija arquitetônica, análise de sistemas, ou concepção [design] estrutural. Mas atente-se, arquitetar não é o mesmo que a busca do Artesão por moldar matéria em formas harmônicas, mas o processo mais abstrato de delinear modelos.Para o Arquiteto, o modelo é o que importa, seja um modelo de duas, três ou quatro dimensões.

É difícil para alguns tipos compreender esses Engenheiros curtos e vigilantes por causa de sua linguagem técnica e complexa e por evitarem redundâncias. No entanto, eles podem ser excelentes professores, especialmente para alunos avançados, embora novamente é raro gozarem de muita popularidade pois podem ser professores bastante exigentes. Eles não são bons em [trabalhos burocráticos] e ficam impacientes com detalhes rotineiros.Eles preferem trabalhar silenciosamente, sem interrupções e freqüentemente sozinhos. Eles tendem a ser tímidos, exceto quando estão com amigos próximos, e sua reserva é difícil de penetrar. Por todas essas razões, os INTPs são freqüentemente vistos como difíceis de se conhecer, e raramente é percebido o verdadeiro nível de sua compentência. Para que seu talento seja usado de forma eficaz por uma [organização], deve ser fornecido aos Arquitetos uma eficiente equipe de apoio que possa capturar suas idéias assim que surjam e antes que eles percam o interesse e mudem para outra idéia.

Os Arquitetos levam seus relacionamentos a sério e são fiéis e dedicados -- embora sejam, às vezes, preocupados e um tanto esquecidos com compromissos, aniversários e outros rituais sociais comuns. É pouco provável que tais atividades socias sejam bem-vindas em casa ou que eles as planejem, ficando satisfeitos em deixar a organização de interações sociais para seu(sua) companheiro(a). Se tiverem a oportunidade, os INTPs refugiar-se-ão no mundo dos livros e emergirão apenas quando as necessidades físicas tornarem-se imperativas.Entretanto, os Arquitetos não se irritam facilmente, são complacentes e fáceis de se conviver -- isto é, até que um de seus princípios seja violado; nesse caso, sua adaptabilidade cessa completamente. Eles preferem manter seus desejos e emoções para si mesmos, e podem parecer insensíveis aos desejos e emoções dos outros, uma insensibilidade que pode confundir e frustrar seus companheiros. Mas se o que seus companheiros estão sentindo é um mistério para eles, os Arquitetos estão sempre atentos ao que seus parceiros verdadeiramente dizem ou fazem, e provavelmente pedirão a eles que lhe forneçam uma base lógica para suas alegações e ações.

Arquitetos são pais dedicados; eles gostam de filhos e levam o processo de criação muito a sério.Cada um dos seus filhos é tratado como um indivíduo racional, com direitos, privilégios e tanta autonomia quanto uma criança pode lidar de modo seguro. Os INTPs incentivam seus filhos a serem responsáveis por suas próprias vidas e a traçar seu próprio rumo. Eles não impõem as expectativas que têm sobre si mesmos sobre seus filhos e nunca os atacam física ou verbalmente.Quando é seguro, os Arquitetos deixam que as conseqüências naturais das ações dos seus filhos ensinem-os sobre a realidade. Quando isso não é seguro, eles criam alguma forma de esboçar as conseqüências lógicas para que previnam o ato em questão.
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Encalhada...

Necessidade de completar o post anterior... em que falo de um amor específico... mas após mais um dia de um turbilhão de sentimentos... releio e post e sinto que foi pouco aquilo que dei de mim... é restrito falar de um só amor... hoje num final de dia completo dizendo... encalhada hoje, ainda, estou, estive e estarei sempre... a todos aqueles que amei, amo e amarei... a todos a quem me entreguei... porque apesar de tudo... e por tudo o que possa acontecer... termino o dia a dizer amo-vos... a todos vós que um dia sentiram o meu abraço... hoje dei abraços a quem amei, amo e amarei... a quem não o dei foi porque não tive oportunidade presencial... mas senti-o à distância...
Sou um ser encalhado a todos os que permiti entrarem no forte do meu eu...
F. - Na diferença, encontrei a semelhança... o respeito de que os mundos mesmo que antagónicos são compativeis... és de todas as pessoas a quem me entreguei a que me melhor soube receber... por nada me exigires, senão ser feliz...
R. - No reencontro, nos reencontros de ti... descubro o porquê de teres entrado, de permaneceres... és a que mais me fez vacilar, sabes... mas aquela por quem mais saudades senti... sei que te procurarei sempre... gosto de me sentir em ti...
N. - Ainda há coisas por descobrir... caminhos para percorrer... sei hoje que nunca te terei, mas que nunca te perderei... dúvidas ocupam-me os sentidos... estarei sempre aqui para te acolher... sempre para te fazer sentir... tens ainda que crescer... quero estar presente...
S. - Apesar de tudo... das nossas diferenças... do caminho que tomemos juntas na distância de corpos e tempo... és e serás presente em mim... és o meu amor mais profundo... aquele que me acompanhará até que um dia feche os olhos para sempre... porque enquanto tiver capacidade para ver o mundo, encontrar-te-ei a cada esquina... umas mais sombrias... outras mais solarentas...
Se. - És o ser que em menos tempo me fez sentir eternidade de relação... dos seres mais puros que senti em mim... sei com aquela certeza que não tem necessidade de fundamento que nunca nos perderemos...
V. - Porque as palavras curtas... as frases sem floreado só chegam onde têm de chegar... do pouco que se dá... recebe-se a consistencia da essencia... a percepção de que basta sentir para confiar...
C. - Espero que um dia me conheças... como eu te conheço a ti... para abrires a porta que está encostada...
Os outros todos que não constam da lista... a quem chamo de amigo ou ex-namorada não constam pelo simples facto de não terem entrado nunca no meu forte... por nunca me ter permitido entregar tudo o que sou... excluo a minha família porque a eles há-de haver sempre um lado oculto...
Deixo para o fim o ser mais importante... aquele que sei que estará sempre... aquele que sei que nunca me falhará... aquele que amo do mais profundo de mim... aquele pelo qual tenho mais orgulho por ser sangue do meu sangue... porque ser o mais próximo de mim... por sentir... sim é meu irmão... a ele, tudo... apesar da distância... do tempo de ausência... és "meu"...

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Sempre para sempre


Sempre para sempre - Donna Maria


Há amor ponto... há-se sempre haver amor em mim... que significa? em mim entrega... a entrega desmedida porque é amor... seja ele de que tipo for... basta ser amor para me entregar... já vivi vários tipos de amor... em todos a diferença deixa-me o sabor a descoberta... interpreto como amor todos eles pela minha entrega... pelo meu fechar em mim no outro e viver... como se fosse o último momento... como se não houvesse amanhã para fazê-lo sentir... há-de sempre haver o amor presente, o amor passado e o amor futuro em mim... nada mais vejo hoje, que o amor presente... ao qual me entrego a cada segundo de mim... os amores passados mantêm-se... sou coerente... hoje olhando para aquilo que fui e sou... sou coerente... estupidamente coerente aquilo que amo... porque amo... há amores diferentes... eu amo incondicionalmente... aprendo à medida que me cruzo com o mundo que nem todos amam como eu... não deixam de amar... mas de facto ainda não conheci alguém que ame tão ridiculamente quanto eu... ali fico... ali me deixo ficar... porquê?... porque amo... e por isso não vou para mais lado algum... porque é ali que me sinto...

Amor correspondido... espero senti-lo mais um vez... anseio sem ansiar que ele aconteça... fico feliz só por saber que amo... que sinto o que de mais belo há... amor por alguém...

E porque se dúvidas houvessem em mim de que amo certo... o sorriso, o abraço de sábado dissipou... pode nunca vir a ser correspondido... mas amo certo... sempre amei certo, porque amei... se nunca me corresponderam, se me deixaram de corresponder... por mais narcisista que seja... hoje digo... AZAR... porque como alguém um dia disse: "Tu és a que ama mais belo!"... sim de facto sou dos seres que conheço a que mais belo ama...

Hoje em silêncio na minha cama... entre o vazio de um quarto onde o meu corpo só se sente bem... porque não está mais ninguém... melhor só quando partilhado com quem amo no presente... o beijo que tanto gosto de sentir... está guardado para ti que amo... o abraço que hoje só tu recebes, já outro alguém recebeu e outros alguéns receberão... mas hoje é teu... porque só o sinto para ti...

Dia na praia... um amigo usou a expressão que não mais me saiu... "encalhada"... sim de facto estou encalhada num amor que nutro, alimento, crio... é meu... pouco recebo... mas fico... não disperso... não me faz sentir o andar sem sentir, só porque é suposto desencalhar... um dia se tiver de ser, porque há-de ser... desencalharei... para onde?... acredito que para o seu lado... ou para o lado de outro alguém que ame... prefiro permanecer encalhada, que navegar à deriva no turbilhão de sentimentos fracos e inexistentes... sou assim... hoje, ainda, encalhada... a algo que amo...

sábado, 5 de setembro de 2009

Finalmente

É meu... abro-o à toa... tirado da parteleira... leio...

"O peso de sentir! O peso de ter que sentir!"

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Sacanas sem lei...

Simplesmente Tarantino... não existe descrição para a genialidade... a conjunção do som... das imagens... enfim... a capacidade de reagir antagonicamente à brutalidade do conteúdo... não é uma comédia, não! não é... mas é de arrepiar a capacidade de brincar com algo sério de forma única... se dúvidas houvessem, que não as há... Tarantino é genial...
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O rídiculo é a essencia da diferença do ser... é ousar aquilo que não é suposto... depois de o ver (Tarantino)... caí na onda do rídiculo... e porque não?... fui longe... fui rídicula... muitos diriam que sim... muitos diriam se soubessem (sem nada saberem!)... és LOUCA?!... sim sou... e pouco ou nada viram... não tenho paciência para o politicamente correcto... mas esconder para não dar... porque não recebi... porque não receberei... caguei... dou, dei... sou feliz... dei gratuitamente... espero só que tenha valorizado... se não valorizou não deixa de me fazer sentir única... porque a capacidade de extrapolar o razoável, deixar tudo, não agarrar nada, é só para aqueles que nada querem senão fazer sentir o outro bem...
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Vai ser mais díficil o contacto... sim, vai... porque me sinto nua... mas também melhor comigo...
Silêncio... gosto do silêncio... muita coisa poderia ser dita... não é ignorar sei... não sei com certeza o que é... mas ignorar não o é... mas dizer não seria mentira... dizer sim seria ultrapassar a barreira... nada muda... já tendo mudado algo, porque se passou mais um tempo, mais um momento, mais uma partilha...
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Sinto-me às vezes tirada de um filme do Tarantino ao teu lado... sério... os diálogos... os movimentos... se fosse filmado todo o público rir-se-ia... do rídiculo...
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"SACANA SEM REGRAS" um filme de V. P.
- Nem esperaste pela minha opinião!!
- Népia! Já tinha enviado...

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Desassossego


"O cansaço de todas as ilusões e de tudo que há nas ilusões - a perda delas, a inutilidade de as ter, o antecansaço de ter para perdê-las, a mágoa de as ter tido, a vergonha intelectual de as ter tido sabendo que teriam tal fim."

by Fernando Pessoa in Livro do Desassossego
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Estou bem... sinto-me em paz comigo... penso... penso mesmo muito... crio... crio mesmo muito... mas sei que não desistirei... de pensar... de criar... mas aprendo para além disso tudo, que nada mais é que pensar em mim, que quero agir por mim... remeter as acções para benificios próprios num espectro real... a ilusão existirá sempre... no fundo porque só assim sei existir... porque analiso tudo de uma forma exaustiva, crio para além do objectivável... visualizo bidimensionalmente um acto... mais que a palavra, o conteúdo da fala... integro o ser... o que o move... o que diz ou esconde por detrás do observável... é criar... é criar demais...
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Dirige-se a mim... pára atrás do meu lado esquerdo... diz olá... viro-me... olho... olá digo... cumprimento... como estás dizemos... bem respondemos... olhares afastam-se... encosto-me ao balcão... parte para a rua... onde fica um minuto... eu a ouvir uma mensagem enviada por outro alguém... (relato de um momento)
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Saiu do balcão... encostou-se à parede... acendeu um cigarro... ali ficou sozinha imóvel durante 3/4minutos... sinto alguém atrás de mim a chamar a atenção... olho sinto o sorriso incomodo de quem ousou procurar a minha atenção... o olhar após o cumprimento de quem tem de partir... a ida à rua, porque voltar para trás era assumir que ali foi de propósito... (análise de um momento)
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Enfim... porque faço isso... porque levo à exaustão as coisas... porque tenho sempre de exprimir tudo até última gota... porque sou assim... mas no fundo o que fica é ela veio cumprimentar-me, é explicito em ambos os parágrafos... seria mais feliz, feliz na perspectiva comum da felicidade, se me ficasse só pelo real... mas caio no erro de extrapolar... como consciencia critica que tenho, após extrapolar, censuro porque há uma grande margem de erro na análise efectuada... porque é pouco objectiva... apenas se baseia e fundamenta na minha óptica, na minha perspectiva... enfim... provavelmente, doi dizê-lo, naquilo que quero ver... por isso crio... mas acredito que não me engano... sinto que raras são as vezes em que as minha interpretações criativas fogem da realidade do ser, do movimento... mas estou numa fase que temo por tanto expecular e tentar perceber para além do palpavél... mas gosto, gosto mesmo muito...
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"A vida é para nós o que concebemos dela. Para o rústico cujo campo lhe é tudo, esse campo é um império. Para o César cujo império lhe ainda é pouco, esse império é um campo. O pobre possui um império; o grande possui um campo. Na verdade, não possuímos mais que as nossas próprias sensações; nelas, pois, que não no que elas vêem, temos que fundamentar a realidade da nossa vida."
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by Fernando Pessoa in Livro do Desassossego

Por elas, as sensações, não desistirei... por elas sinto que devo continuar... porque sinto sintonia... porque sinto curiosidade... porque sinto que ali sentirei prazer... porque sinto que ela é mais do que já tive... porque quero ser uma rústica com um império... neste momento olho e vejo que é um império para mim... "lutarei" até que a sensação me faça sentir que afinal não o é... sou e serei, porque outrora já o fui... e mesmo sabendo que a sensação e a ilusão é algo pouco seguro, por experiência, que pode deixar-me perdida, continuo a crer nelas... são elas o fundamento da minha realidade é com elas em mim que parto para mais uma semana... para a resto da minha vida...
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Até já para ti, também, ser por descobrir...

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Alto... é tão pouco...

Ruas que sobem e que descem, depende do sentido... partilhas que se cruzam nos passeios sujos... sorrisos que se doam... lágrimas que não se esperam... por tudo o que senti, por tudo o que sentirei... parto mais uma vez sem chave... as portas estão abertas... há um mundo para descobrir a cada noite... a cada final de tarde...


A vida é algo que nos transcende... quando menos acreditamos há algo que nos apresenta em tons novos, desconhecidos... gosto... gosto muito...

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TRANSPORTO-VOS NO PRESENTE DO PASSADO QUE JÁ OUTRORA FOI PRESENTE, NO PRESENTE QUE JÁ FOI FUTURO...
De volta ao mesmo sítio que estará sempre... o meu... levo tudo... porque tudo é parte de mim... aprendo a cada sorriso, a cada lágrima... suguei-vos... cresci... amanhã diferente, apesar das semelhanças... receio de acordar amanhã... a sensação de imputencia que apenas faz sentido porque se sente... mas a certeza que nada poderei fazer, porque suposto é cada um fazer por si... não estarei cá para ouvir... não estarei cá para "apanhar os cácos"... estarei, estou para fazer sentir... não sei ser a comum amiga... não! não sei... não sei ser a comum filha... não! não sei... não faz sentido... dou tudo... cabe ao outro arrumar... perceber... às vezes em vão... às vezes "será que vale a pena?"... vale sempre... dei, dou, darei... porquê? porque não faz sentido de outra forma... porque senão aí sim... levem-me...

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Alone

"Walk Forever Alone"
by me
Sinto-me tal como a imagem o expõe... subir uma rua proibida, sozinha...

Como sempre quando parto espero encontrar algo... já caminhei bué para recuar... sensação que está mais perto o tal "algo" do que o início da rua para voltar atrás... mas já não é a primeira que subo... as ruas são todas diferentes... não há ruas iguais... há sempre a esperança quando entro que esta é que é a rua certa... mas o meu óptimo sentido de orientação não se manifesta em certas viagens... estou desiludida... estou defraudada... mais uma vez... entrei com um sorriso e páro a meio... será que desço ou continuo a subir?... continuei... sinto que continuarei... mas as pernas começam a perder a força... não aconteceu nada... talvez seja isso... não sei... só sei que estou a fraquejar... os motivos são vários... no fundo crio sempre o belo, o único... em mim... as pessoas, as coisas, o mundo é tudo menos belo e único... é um amontoar de merdas...
Interrompida... soube bem a tua voz F.... as lágrimas ameaçaram sair... sim, de facto não tenho de mudar... dizias: "há-de haver alguém que mereça tudo o que temos para dar!"... sim, de facto deve haver... sorri... porque sou uma depressiva optimista... mas estou magoada... percebi tudo... percebi o silêncio... o me ter ignorado em certas e determinadas alturas... mas há coisas que não mereço... muito menos dela... a quem dei tudo que tinha... o ignorar hoje deixa marcas... sou mesmo ingénua... acreditei que era mesmo o ser mais belo... mas de facto quando mandei a mensagem não era espera que me respondessem... última pessoa em quem pensei foi nela, hesitei em madá-la, mas de facto sinto-me acompanhada por ela, daí o ter feito... o que mais me magoa é pensar tendo a certeza que deve ter pensado que a mandei só para ela, ou o fiz com objectivo de sugar algo... mas não! simplesmente não fazia sentido de não a enviar a ela... mas de facto percebo agora porque só recebi quatro mensagens de resposta... reler o conteudo e perceber quem são... vocês sim são os meus seres mais belos... a ti... fico desiludida... a minha maior desilusão... vou ter capacidade de o demonstrar... se me ligar... porque por ela neste momento... nada... apenas a sensação que roubou o que de mais belo tenho... o meu eu... dela tirei tudo... criei tudo... à minha imagem...
"Há coisas que nunca deixarei de sentir, porque alimento-as... mas há uma que nunca voltarei a sentir "que estou sozinha"... isto não é só para ti, é uma mensagem que partilho com todos que amo, e que são a base, porque grande parte do que sou, ou pelo menos a realidade do que sou manifesta-se por quem me rodeia, a quem me entrego. Hoje sozinha num carro sinto-me acompanhada, sorrio... o obrigada quase se impõe, mas não agradeço nada porque sinto que não há favor, há carinho, momentos, partilhas, prazer... a recepção do outro sem impurezas e por vos sentir pessoas belas, sinto-me única por vos abarcar a todos em mim... boa noite... até amanhã..."
"Que ando aqui a fazer!"
Frase de uma segunda-feira nublada...

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Projecto...

Vou abrir o meu presente de aniversário... uma nova Moleskine... um novo estado da minha escrita...
Passar para uma fase de dentro para fora... menos centrada... ainda meio cheia de nada... páginas lisas para poder exprimir tudo... uma escrita mais organizada... explorar as potencialidades da linguistica... um novo projecto... ainda não sei a data... mas está para breve... a intenção intencifica-se, ganha cor... tenho o fio condutor... falta-me o início... sentar-me em frente dela e tirar o plastico que a protege... tudo são protecções... medos... basta permitirmo-nos a abrir as prisões...
És tu... sinto necessidade de o escrever... porque penso em ti todos os segundos... mais uma vez a questão impera... porquê?...
Sem objectivo definido... apenas para materializar as potencialidades... crescer... evoluir... passar... saltar... vou escrever a minha primeira história... quando souber o nome aviso...
Gosto de ti... mesmo na ausência sinto-te... já tenho saudades... de quê?... DE TI!

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Base

Sinto-me a flutuar no meu mundo... os meus horizontes estão deturpados... sinto-me na corda bamba em todos os contextos, papéis...

Após o turbilhão de uma semana sem nexo, muito menos estável... onde tudo o que possa ter construído como positivo, ainda não se faz sentir... ou melhor faz-se sentir em forma de mau estar... medo do início da semana que se inicia...

Não consegui enquadrar os papéis que me exigem com aqueles que me exijo... fiquei no lusco-fusco de ambos sem me dedicar efectivamente a algum, condicionado pela exigência do outro...

Será que sou de facto uma má filha?!
Será que sou de facto uma má profissional?!
Será que sou de facto uma não amada?!
Será que sou de facto uma irresponsável?!
Será que sou de facto uma dificil de chegar perto?!
Será que sou de facto uma desorganizada?!
Será que sou de facto uma instável?
Será que sou de facto uma perdida?!

Resta-me a base... a N., o S., a F., a J., a M, e a V. ... excluo hoje a S. e a R. ... que me faz levantar mais duas questões Será que sou de facto uma egoísta?! , Será que sou de facto uma má amiga?! ... neste campo sinto-me segura e respondo negativamente apesar das questões, que só existem porque desejava senti-las como amigas...

À minha base agradeço, a vós que me fazem sentir especial... com potencial... porque mesmo quando tudo desaba é bom sentir que alguém me deseja abraçar... ouvir...
Quero paz... onde estás...

sábado, 15 de agosto de 2009

Prelúdio...

Necessidade de exteriorizar... sem capacidades reactivas... olho e vejo o mesmo... passividade... na impossibilidade de me libertar no exterior, recolho ao interior para me sentir... sigo o caminho de um novo casúlo... vontade de me colocar em standby... necessidade de mudança... prelúdio de um novo estado... cansada de tanta correria... semana estranha... esquisita a sensação de vazio, onde houve momentos muito belos... PORQUÊ?!... porque estou cansada de procurar algo fora de mim... a construção de novos mundos... sim de facto é meu, não estou a viver o mundo dos outros... ando por mim... mas que procuro, porque procuro?
No fundo e resumindo tudo aquilo que me inquieta é apenas o reconhecimento do que sou, da consciência daquilo que ainda não consegui mudar... a necessidade de um prelúdio de mim... um novo início, com novos caminhos, menos povoados...
Por muito que me orgulhe e sinta que de facto sou muito por aquilo que vivi, pelas histórias que suguei... tenho consciência hoje que me condicionam... limitam as acções... mais temerosa que nunca... sei que não evitarei o embate, mas sei que vou embater... e isso atrofia a acção... a ingenuidade é importante, saudades de mim sem passado...
Hoje procurei-te... és distante... já não me invades e tentas perceber... no fundo procuro algo que me materialize... me contextualize... sonhei que irias sempre conseguir dizer aquilo que preciso... mas não existe aquilo que criei... não existem almas gémeas... existem seres egoístas... vivo só a cada momento em que me apercebo... talvez pela entrega desmedida dos últimos tempos... pelas pessoas que me permiti deixarem entrar no meu mundo... amo todos, não estou a cobrar nada... estou só a aprender a estar no social... saudades do isolamento... mas sei que não voltarei atrás...