segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Explicação de mim!!!!

No final de uma semana vivida ao segundo, lamenta-se os momentos em que não me explorei mais, diferente... tudo segue o rumo certo, porque seguiu... não me inquieta o que era suposto ter sido, ter acontecido...
Sento-me comigo ao lado no final de mais uma semana e encontro-me... tranquila com o ser que se deita a meu lado...
Olho o mundo que se cruza com o meu, sinto-o intensamente... analiso, interpreto, percebo... angustia de não se suficiente para proclamar a todos o quão é fácil existir, o quão é simples gerir relações... basta dar espaço, basta respeito, basta tempo... basta sentir o outro em nós... basta sentimo-nos no outro... as palavras, as acções são apenas (ou deveriam) um reflexo expressivo do ser em relação com outro... não deve ser uma exigência... cansada de sentir o constrangimento que causa o silêncio a suposta passividade... será tão díficil entender?! de perceber onde se encontra a real resposta?!
Sou um ser inseguro, mesmo muito inseguro... mas demasiado confiante... aprendo a não ter vergonha do rídiculo, do menos próprio... é verdade que temos que nos adaptar, concordo plenamente, aliás é inconcebivel e inaceitável não o fazer... mas a adaptação tem ser transparente...
Questiono-me se me entendem, se me conseguem elevar em conta... temo que me olhem e analisem como uma perdida... agarro-me à base que construí e nutro que nada me fará quedar a confiança...
Analiso o passado em prol de um presente futuro que construo, alicerces que apoiam cada passo que dou... vivo o presente na certeza que nada devo, que nada escondi... quem se usou fez proveito disso e agradeço, quem não o fez foi porque não percebeu...
O tempo passa, sinto-o a passar... questão impera, foi tempo perdido? resposta sentida no segundo imediato, não! É o meu tempo, estou a vivê-lo, era suposto nas regras de uma sociedade obstinada de objectivos e metas, que algo já fosse palpável, não o é, talvez até nunca venha a ser, mas não, não foi, não é, nem será nunca uma perda de tempo... como conseguirei fazer sentir a alguém por palavras o quão aquele ser, que nada me deu de concreto e objectivo, é importante para mim no passado recente, presente?! O sentimento é nosso, independentemente do outro, tudo o que construímos, que criamos provém de nós, transmite-se, expressa-se, concretiza-se no exterior, nos outros... estou bem, tranquila... corro o mundo à procura de a sentir, de a ver... sim corro! Mas não anseio o objectivo óbvio dessa correria... no fundo eu não procuro mais do que sentir, do que sentir o que de mais belo tenho para sentir... o corpo a tremer a sua presença, o rosto a corar... porque ainda não a agarrei?! Questão impera no seio de amigos que sabem os promenores... "já tiveste tantas oportunidades!", "sente-se que ela não nega a tua presença!", sim eu sei, isso e muito mais porque fui eu que lá estive, porque eu estou extremamente atenta a cada palavras não verbalizada, mas porque tenho de acelerar o processo, porque tenho de percipitar o momento... ninguém me entende, sorrio com o nervosismo que a minha história causa nos outros... de facto é uma história que não existe... mas a história da minha vida não existe... tenho orgulho de cada capítulo, deste que ainda agora começou tenho mesmo muito orgulho, pelo simples facto de dizerem... "como é possível?! Estás há quanto tempo nisso?!"... há 5/6 meses... não tenho pressa, vocês têm?! Pressa de quê? Que deveria eu procurar?! Um beijo?! Ter a outra pessoa?! Dar como prémio de um aposta que fiz a mim mesma?!
NÃO!!!
Eu não a quero!!! quando é que conseguirei fazer sentir que eu não a quero?! Eu quero amar, só isso, de preferência ser amada... mas isso eu não posso nunca lutar... isso cabe-lhe a ela ou não... e eu não exijo, nem dela, nem de ninguém que me ame... não me adultero, não me transformo... estou bem, mesmo muito bem...

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