Só não há solução para aquilo que não controlamos... há coisas que nos fogem de controlo, refugiamo-nos no que temos, prendemo-nos, agarramo-nos... tememos a queda, evitamos o próximo passo para não cairmos... refugiamo-nos na certeza da estabilidade... difícil avançar quando o chão teima em nos mostrar o quão é inseguro o piso em que queremos caminhar... permito-me o risco, por vezes não o sinto de tão obsoleta razão, a emoção toma as rédeas da minha cavalgada... não quero nunca refugiar-me apesar de sentir saudades de terra firme... confesso que já não sei bem o que isso é, hoje sei onde ela está, em mim... por isso agarro-me a mim como nunca e caminho ainda num chão lamacento...
Vivo para não me arrepender de não ter ousado fazer...
Corro risto da ousadia, vivo num rumo diferente do que muitos lutam, remo no meu sentido, doi-me os braços, por vezes, por lutar contra a corrente... questiono-me sempre... sei o que sou...
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