O corpo que sente...
a alma que pressente...
a tua presença,
a tua ausência.
Fico imóvel, a flutuar,
num estado de esperança,
que quando se quebrar
me vai levar a crença
de um sonho por realizar,
a vontade de respirar!
Desejo de te encontrar,
sentada numa esquina,
correr para abraçar
esse corpo de pequenina.
Tenho de fugir...
Cansada de sentir...
Desejo de alimentar
algo que me está a consumir!
Cansada de criar...
Medo de deturpar...
O momento perfeito
em teus braços cair,
teus lábios sentir.
Tempo passa e não surte efeito.
Não quero o imediato,
mas anseio o contacto.
É preciso calma dizem...
É preciso calma sinto...
Presença de mim exigem,
para todos, para mim minto
que sou um ser presente,
quando estou, no fundo, ausente.
Perdida em ti,
por ti parti,
de mim,
sem previsível fim...
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