Dissertação de uma manhã solarenta... os acessórios da vida... os floreados criados para dar sentido ao que por si só já o tem, mas exigimos que se torne mais explícito e acabamos por não perceber que só faz com que se perca o verdadeiro sentido... exemplo disso o segundo nome... bom, digamos que é giro... penso em mim a escolher um nome... a conjunção das palavras o todo como perfeito... mas a essência, o reduzir ao essencial, porque no fundo o resto é apenas isso, o resto de algo que é fudamental... invade-me a vontade de explorar o cerne de mim... sou V. só... sou porque alguém teve a ousadia de não florear... mas que antes e depois da audácia teve a necessidade de escolher mais três nomes e não o fez... mas no fundo somos e seremos sempre criadores de apêndices desnecessários, até porque como tudo provém da origem, nós próprios temos um Apêndice... mais uma vez extrapulo para o meu eu e de facto até esse já me foi tirado... o interessante é que existe um prazo para ele sentir necessidade de fuga, o meu foi logo no primeiro momento em que teve oportunidade, o meu corpo rejeitou-o... "se não passas de um apêndice porque terei de andar contigo"... como acredito que as coisas têm sempre uma sequência lógica, não que seja aquela fundamentalista matemática da vida... mas interpreto tudo como uma sequência mutável, porque efectivamente tudo é mutável e flexivel... tu transformas transformando-te em comunhão... não há partes isoladas... há a essência... há a dúvida... há a questão...

há uma caixa... e há sempre um tampa...
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