sábado, 21 de novembro de 2009

Things

Sabor agridoce... sei que nos pertencemos... por aquilo que levamos a cada passo umas das outras... fui mesmo bué feliz... apercebo-me ontem nos olhares que somos miúdas diferentes... num espaço onde tinhamos estado juntas... a movimentação dos corpos, os sorrisos, os abraços são hoje diferentes... há coisas que nunca agradecerei, porque agradeço todos os dias... não guardo uma única mágoa destes dois anos, apercebo-me que elas também não... interessante... incomum... personalidades tão diferentes conseguirem coexistir em paz, em crescimento... nada volta a ser o que era, porque mudámos graças a nós...
"Já vivi demais sabem... mas nunca fui tão feliz como fui na casa de Almada." frase da F. numa carta de despedida... frase que poderia ser escrita pelas três!
Um dia em dissertação sobre o porquê de seremos tão complementares consciencializei que
F. é bué o futuro. V. é bué o presente. R. é bué o passado.
Ensinamo-nos a viver e a descobrir o mundo pelas outras... o respeito... recordo-me de não ter medo de ser ao vosso lado... recordo-me de não castrar-vos mesmo quando não percebia... sorria apenas por saber que são felizes assim, mesmo que antagonicamente de mim...
Caem-me as lágrimas de felicidade... ontem a R. dizia-me: "Nunca tive dúvidas mas agora que te permites ao social apercebo-me pelas pessoas que te circundam o quão és admirada, os abraços que te dão, a forma como te ouvem, és um ser especial para quem te conhece." Sim, de facto acontece comigo e como a R. e com a F., apercebo-me que somos bué respeitadas e admiradas pelos outros que se cruzam connosco, porque efectivamente construimo-nos com uma base bela e pura... as três lado-a-lado... quem olha apercebe-se das diferenças são tão observáveis, não tentamos ser harmoniosas, porque a harmonia já existe na essencia... orgulho-me das noites hip-hop que dancei no garage, das noites africanas do mussulo, das noites jazz do catacumbas, das tardes de café no Pois café. Obrigada por me terem acompanhado nas noites do Trumps, do Maria... somos mais depois de nós...

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