Finalmente sinto uma paz brutal ao fim de um ano e seis meses precisamente... o tempo de facto mostra sempre o caminho porque nunca recua... medo tenho daquilo que construi como base do meu futuro próximo... estabilidade pessoal brutal... o reconhecimento do meu eu nos outros... afinal sou capaz sozinha, afinal sou autosuficiente... não voltarei a quedar como outrora... enfim deixa-me apreensiva confesso... mas sinto que se um dia isto que sou eu tiver de ser de alguém será muito melhor, porque eu sou mais hoje... tenho mais hoje para oferecer...
Ouvir gostava de me apaixonar por ti... um dia hei-de apaixonar-me por ti... mesmo que não aconteça faz-me crer que a minha escada continua o caminho pelo qual foi lançada... tem dias que sabe a pouco... e se não fores tu So. azar... há-de ser de alguém... se não for também pouco importa! porquê? porque no fundo já é meu!
Ao final de 28 anos de momentos vividos, partilhas, lágrimas, risos... sinto-me capaz... sinto que uma miúda com aspecto pouco comum pode ser alguém que os outros olham com respeito e consideram como capaz... nunca duvidei daquilo que sou, sempre questionei que alguém conseguisse dar o real valor... chego à conclusão que não é preciso mostrar, é preciso fazer sentir... lutar mesmo quando o medo se instala...
Semana em que ousei ser eu e me deu o que eu merecia...
Tu meu ser tonto... gosto-te muito, sem pressuposto... porque quando me encontraste eu estava bem só... contigo é estupidamente confortável... o amanhã é apenas isso o amanhã...
Estou no auge da minha existência... consegui!!!
No outro dia a R. abraçou-me e disse-me: "Miúda quem te viu e quem te vê! Confesso que duvidei que conseguisses voltar a sorrir assim... Tenho mesmo bué orgulho em ti!"
Necessidade de marcar os pontos altos destes 18 meses, não existe ordem de importância porque me é difícil organizar.... mas vou escrever ao ritmo do pensamento, como sempre:
Ouvir alguém que abdica do meu amor, és o ser que ama mais belo!
Ouvir alguém dizer, quando te conheci parecias um bicho e agora não consigo existir sem ti!
Sentir que há pessoas que me procuram independentemente do tempo que passe de ausência porque sabem que aqui podem ser elas próprias.
Sentir que as pessoas com as quais me cruzei se tornaram pessoas melhores, mais conscientes e que sempre que me abraçam me fazem sentir o peso da minha presença na vida delas.
Ouvir alguém dizer que abdica dos meus serviços, vai ser mais difícil para nós conseguirmos uma colaboradora como a V. do que a V. um emprego melhor. Isso efectivamente acontecer!
Ver o meu trabalho reconhecido, sem fazer questão de o mostrar explicitamente!
Conseguir andar sozinha na rua entre a multidão, sem nada dever a ninguém, sem nada exigir de ninguém...
Conseguir estar de cabeça levantada mesmo sabendo que me vão olhar de lado e mudar opiniões sem nada dizer, apenas permanecer...
Encontrar o prazer de estar só... com as minhas telas, com a minha música, com os meus pensamentos, com a minha escrita...
Sou tão mais hoje... Consegui!
A única grande questão amar-ei como já amei? Acredito que sim... tenho tudo... vou ser mesmo bué feliz... já falta pouco...

Manhã de sábado a explorar a serra de Sintra como nunca antes explorada! Amei...
Por mais estupido que possa parecer, escrevo-me para me reler... no outro dia reli por ordem cronológica e reencontrei-me... e sei o caminho que une todas as paragens aqui...