segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Desassossego


"O cansaço de todas as ilusões e de tudo que há nas ilusões - a perda delas, a inutilidade de as ter, o antecansaço de ter para perdê-las, a mágoa de as ter tido, a vergonha intelectual de as ter tido sabendo que teriam tal fim."

by Fernando Pessoa in Livro do Desassossego
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Estou bem... sinto-me em paz comigo... penso... penso mesmo muito... crio... crio mesmo muito... mas sei que não desistirei... de pensar... de criar... mas aprendo para além disso tudo, que nada mais é que pensar em mim, que quero agir por mim... remeter as acções para benificios próprios num espectro real... a ilusão existirá sempre... no fundo porque só assim sei existir... porque analiso tudo de uma forma exaustiva, crio para além do objectivável... visualizo bidimensionalmente um acto... mais que a palavra, o conteúdo da fala... integro o ser... o que o move... o que diz ou esconde por detrás do observável... é criar... é criar demais...
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Dirige-se a mim... pára atrás do meu lado esquerdo... diz olá... viro-me... olho... olá digo... cumprimento... como estás dizemos... bem respondemos... olhares afastam-se... encosto-me ao balcão... parte para a rua... onde fica um minuto... eu a ouvir uma mensagem enviada por outro alguém... (relato de um momento)
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Saiu do balcão... encostou-se à parede... acendeu um cigarro... ali ficou sozinha imóvel durante 3/4minutos... sinto alguém atrás de mim a chamar a atenção... olho sinto o sorriso incomodo de quem ousou procurar a minha atenção... o olhar após o cumprimento de quem tem de partir... a ida à rua, porque voltar para trás era assumir que ali foi de propósito... (análise de um momento)
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Enfim... porque faço isso... porque levo à exaustão as coisas... porque tenho sempre de exprimir tudo até última gota... porque sou assim... mas no fundo o que fica é ela veio cumprimentar-me, é explicito em ambos os parágrafos... seria mais feliz, feliz na perspectiva comum da felicidade, se me ficasse só pelo real... mas caio no erro de extrapolar... como consciencia critica que tenho, após extrapolar, censuro porque há uma grande margem de erro na análise efectuada... porque é pouco objectiva... apenas se baseia e fundamenta na minha óptica, na minha perspectiva... enfim... provavelmente, doi dizê-lo, naquilo que quero ver... por isso crio... mas acredito que não me engano... sinto que raras são as vezes em que as minha interpretações criativas fogem da realidade do ser, do movimento... mas estou numa fase que temo por tanto expecular e tentar perceber para além do palpavél... mas gosto, gosto mesmo muito...
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"A vida é para nós o que concebemos dela. Para o rústico cujo campo lhe é tudo, esse campo é um império. Para o César cujo império lhe ainda é pouco, esse império é um campo. O pobre possui um império; o grande possui um campo. Na verdade, não possuímos mais que as nossas próprias sensações; nelas, pois, que não no que elas vêem, temos que fundamentar a realidade da nossa vida."
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by Fernando Pessoa in Livro do Desassossego

Por elas, as sensações, não desistirei... por elas sinto que devo continuar... porque sinto sintonia... porque sinto curiosidade... porque sinto que ali sentirei prazer... porque sinto que ela é mais do que já tive... porque quero ser uma rústica com um império... neste momento olho e vejo que é um império para mim... "lutarei" até que a sensação me faça sentir que afinal não o é... sou e serei, porque outrora já o fui... e mesmo sabendo que a sensação e a ilusão é algo pouco seguro, por experiência, que pode deixar-me perdida, continuo a crer nelas... são elas o fundamento da minha realidade é com elas em mim que parto para mais uma semana... para a resto da minha vida...
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Até já para ti, também, ser por descobrir...

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Alto... é tão pouco...

Ruas que sobem e que descem, depende do sentido... partilhas que se cruzam nos passeios sujos... sorrisos que se doam... lágrimas que não se esperam... por tudo o que senti, por tudo o que sentirei... parto mais uma vez sem chave... as portas estão abertas... há um mundo para descobrir a cada noite... a cada final de tarde...


A vida é algo que nos transcende... quando menos acreditamos há algo que nos apresenta em tons novos, desconhecidos... gosto... gosto muito...

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TRANSPORTO-VOS NO PRESENTE DO PASSADO QUE JÁ OUTRORA FOI PRESENTE, NO PRESENTE QUE JÁ FOI FUTURO...
De volta ao mesmo sítio que estará sempre... o meu... levo tudo... porque tudo é parte de mim... aprendo a cada sorriso, a cada lágrima... suguei-vos... cresci... amanhã diferente, apesar das semelhanças... receio de acordar amanhã... a sensação de imputencia que apenas faz sentido porque se sente... mas a certeza que nada poderei fazer, porque suposto é cada um fazer por si... não estarei cá para ouvir... não estarei cá para "apanhar os cácos"... estarei, estou para fazer sentir... não sei ser a comum amiga... não! não sei... não sei ser a comum filha... não! não sei... não faz sentido... dou tudo... cabe ao outro arrumar... perceber... às vezes em vão... às vezes "será que vale a pena?"... vale sempre... dei, dou, darei... porquê? porque não faz sentido de outra forma... porque senão aí sim... levem-me...

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Alone

"Walk Forever Alone"
by me
Sinto-me tal como a imagem o expõe... subir uma rua proibida, sozinha...

Como sempre quando parto espero encontrar algo... já caminhei bué para recuar... sensação que está mais perto o tal "algo" do que o início da rua para voltar atrás... mas já não é a primeira que subo... as ruas são todas diferentes... não há ruas iguais... há sempre a esperança quando entro que esta é que é a rua certa... mas o meu óptimo sentido de orientação não se manifesta em certas viagens... estou desiludida... estou defraudada... mais uma vez... entrei com um sorriso e páro a meio... será que desço ou continuo a subir?... continuei... sinto que continuarei... mas as pernas começam a perder a força... não aconteceu nada... talvez seja isso... não sei... só sei que estou a fraquejar... os motivos são vários... no fundo crio sempre o belo, o único... em mim... as pessoas, as coisas, o mundo é tudo menos belo e único... é um amontoar de merdas...
Interrompida... soube bem a tua voz F.... as lágrimas ameaçaram sair... sim, de facto não tenho de mudar... dizias: "há-de haver alguém que mereça tudo o que temos para dar!"... sim, de facto deve haver... sorri... porque sou uma depressiva optimista... mas estou magoada... percebi tudo... percebi o silêncio... o me ter ignorado em certas e determinadas alturas... mas há coisas que não mereço... muito menos dela... a quem dei tudo que tinha... o ignorar hoje deixa marcas... sou mesmo ingénua... acreditei que era mesmo o ser mais belo... mas de facto quando mandei a mensagem não era espera que me respondessem... última pessoa em quem pensei foi nela, hesitei em madá-la, mas de facto sinto-me acompanhada por ela, daí o ter feito... o que mais me magoa é pensar tendo a certeza que deve ter pensado que a mandei só para ela, ou o fiz com objectivo de sugar algo... mas não! simplesmente não fazia sentido de não a enviar a ela... mas de facto percebo agora porque só recebi quatro mensagens de resposta... reler o conteudo e perceber quem são... vocês sim são os meus seres mais belos... a ti... fico desiludida... a minha maior desilusão... vou ter capacidade de o demonstrar... se me ligar... porque por ela neste momento... nada... apenas a sensação que roubou o que de mais belo tenho... o meu eu... dela tirei tudo... criei tudo... à minha imagem...
"Há coisas que nunca deixarei de sentir, porque alimento-as... mas há uma que nunca voltarei a sentir "que estou sozinha"... isto não é só para ti, é uma mensagem que partilho com todos que amo, e que são a base, porque grande parte do que sou, ou pelo menos a realidade do que sou manifesta-se por quem me rodeia, a quem me entrego. Hoje sozinha num carro sinto-me acompanhada, sorrio... o obrigada quase se impõe, mas não agradeço nada porque sinto que não há favor, há carinho, momentos, partilhas, prazer... a recepção do outro sem impurezas e por vos sentir pessoas belas, sinto-me única por vos abarcar a todos em mim... boa noite... até amanhã..."
"Que ando aqui a fazer!"
Frase de uma segunda-feira nublada...

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Projecto...

Vou abrir o meu presente de aniversário... uma nova Moleskine... um novo estado da minha escrita...
Passar para uma fase de dentro para fora... menos centrada... ainda meio cheia de nada... páginas lisas para poder exprimir tudo... uma escrita mais organizada... explorar as potencialidades da linguistica... um novo projecto... ainda não sei a data... mas está para breve... a intenção intencifica-se, ganha cor... tenho o fio condutor... falta-me o início... sentar-me em frente dela e tirar o plastico que a protege... tudo são protecções... medos... basta permitirmo-nos a abrir as prisões...
És tu... sinto necessidade de o escrever... porque penso em ti todos os segundos... mais uma vez a questão impera... porquê?...
Sem objectivo definido... apenas para materializar as potencialidades... crescer... evoluir... passar... saltar... vou escrever a minha primeira história... quando souber o nome aviso...
Gosto de ti... mesmo na ausência sinto-te... já tenho saudades... de quê?... DE TI!

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Base

Sinto-me a flutuar no meu mundo... os meus horizontes estão deturpados... sinto-me na corda bamba em todos os contextos, papéis...

Após o turbilhão de uma semana sem nexo, muito menos estável... onde tudo o que possa ter construído como positivo, ainda não se faz sentir... ou melhor faz-se sentir em forma de mau estar... medo do início da semana que se inicia...

Não consegui enquadrar os papéis que me exigem com aqueles que me exijo... fiquei no lusco-fusco de ambos sem me dedicar efectivamente a algum, condicionado pela exigência do outro...

Será que sou de facto uma má filha?!
Será que sou de facto uma má profissional?!
Será que sou de facto uma não amada?!
Será que sou de facto uma irresponsável?!
Será que sou de facto uma dificil de chegar perto?!
Será que sou de facto uma desorganizada?!
Será que sou de facto uma instável?
Será que sou de facto uma perdida?!

Resta-me a base... a N., o S., a F., a J., a M, e a V. ... excluo hoje a S. e a R. ... que me faz levantar mais duas questões Será que sou de facto uma egoísta?! , Será que sou de facto uma má amiga?! ... neste campo sinto-me segura e respondo negativamente apesar das questões, que só existem porque desejava senti-las como amigas...

À minha base agradeço, a vós que me fazem sentir especial... com potencial... porque mesmo quando tudo desaba é bom sentir que alguém me deseja abraçar... ouvir...
Quero paz... onde estás...

sábado, 15 de agosto de 2009

Prelúdio...

Necessidade de exteriorizar... sem capacidades reactivas... olho e vejo o mesmo... passividade... na impossibilidade de me libertar no exterior, recolho ao interior para me sentir... sigo o caminho de um novo casúlo... vontade de me colocar em standby... necessidade de mudança... prelúdio de um novo estado... cansada de tanta correria... semana estranha... esquisita a sensação de vazio, onde houve momentos muito belos... PORQUÊ?!... porque estou cansada de procurar algo fora de mim... a construção de novos mundos... sim de facto é meu, não estou a viver o mundo dos outros... ando por mim... mas que procuro, porque procuro?
No fundo e resumindo tudo aquilo que me inquieta é apenas o reconhecimento do que sou, da consciência daquilo que ainda não consegui mudar... a necessidade de um prelúdio de mim... um novo início, com novos caminhos, menos povoados...
Por muito que me orgulhe e sinta que de facto sou muito por aquilo que vivi, pelas histórias que suguei... tenho consciência hoje que me condicionam... limitam as acções... mais temerosa que nunca... sei que não evitarei o embate, mas sei que vou embater... e isso atrofia a acção... a ingenuidade é importante, saudades de mim sem passado...
Hoje procurei-te... és distante... já não me invades e tentas perceber... no fundo procuro algo que me materialize... me contextualize... sonhei que irias sempre conseguir dizer aquilo que preciso... mas não existe aquilo que criei... não existem almas gémeas... existem seres egoístas... vivo só a cada momento em que me apercebo... talvez pela entrega desmedida dos últimos tempos... pelas pessoas que me permiti deixarem entrar no meu mundo... amo todos, não estou a cobrar nada... estou só a aprender a estar no social... saudades do isolamento... mas sei que não voltarei atrás...

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Receios...

N. - Já olharam para o nosso grupo? Cada um com a sua história somos seres solteiros...
S. - Ninguém nos quer... ninguém olha para nós...
N. - Não! Nós somos seres demasiaso belos, ou assustamos ou simplesmente não nos interessa...
S. - Um dia havemos de nos juntar cada um com o seu ser e rirmos disto...
Solta-se o sorriso em grupo de quem entendeu o diálogo... abraço de grupo, sem acção... estaremos lá todos unidos...
Não estava presente neste diálogo apesar de estar implicita a minha presença... sorrio com a partilha da N.... "lembrei-me tanto de ti... olhar para todos e apercerber-me que és a que está mais perto ou pelo menos aquela que sabe aquilo que quer... que está focada naquilo que sabe que lhe dará realmente felicidade..."
Sim de facto estou focada... sim de facto se for correspondida serei bué feliz... sim de facto sou assim, um ser de crenças... sim de facto crio a minha felicidade e corro atrás... sim de facto sou obcessiva, não desisto... porém, de facto também posso estar enganada... porém de facto também me limito... porém de facto mesmo que agora passe o real ponto de abrigo já não o olharei... porém de facto também coloco as vendas e voo sem razão aparente de ser... porém e sim de facto sou feliz já no presente, por aquilo que crio a cada segundo...
Ninguém entende quando digo ainda não estou apaixonada, quando toda a minha manifestação corporal o verbaliza... engraçado ontem com uma "amiga" ainda em descoberta se vira "se tivesse tshirt vermelha diria que era reflexo"... não sou de corar, mas coro às vezes... mas sei que ainda não estou apaixonada, porque ainda não recebi aquilo que procuro, a paz, a harmonia dos corpos enquanto seres, talvez sinta, mas receio... ainda não o suficiente para esquecer aquilo que vivi... minha paixão está longe... talvez nunca mais a venha a ter... talvez a única coisa que me pudesse abrir os olhos... mas não sei se abriria... gosto tanto de ti Bebezão... saudades tuas, começo a ter saudades de sonhar contigo... não queria deixar de estar apaixonada por ti... mas tem de ser né?... quero-te comigo, em mim... sei quem sou, o que sou... sei que quando me entregar vai ser, mesmo sem certezas (porque certezas não existem), para sempre... quem será ainda não se sabe... neste momento entrego-me a ti C....

Gotas de mim... de NÓS!

"E eu que ouvi o que não dizias,
apaixonei-me por ti porque calavas."
L. Stecchetti
Para ti adapto "E eu que ouvi o que não dizias, aproximei-me a ti porque calavas."... em ti penso desta forma... não existem "porquês", porque não existem "porques"... existem gestos, sorrisos, intenções, silêncios... no fundo existem apenas interpretações... tenho a minha, muito pouco concreta... tudo ainda no abstracto... sonho, sim sonho a cada momento partilhado... sinto, vou... sei o que me leva, espero não descobrir o que não me levará...
"O corpo é um caminho:
ponte, e neste efêmero abraço
busco transpor o abismo."
Thiago de Mello
Tudo tem um princípio, confesso que tenho saudades do abraço à toa, sem razão aparente de ser, de existir, de se proporcionar... fica o sabor seco de que será que foi mútuo o conforto do rídiculo... sempre fizeste questão de verbalizar, quando as palavras eram curtas, que não o era... mas fica o espaço por preencher... no desconforto físico da presença dos corpos, existe a procura do espaço comum... talvez ainda desconfortável pela pouca proximidade... continuo com sede, tento saciá-la a cada gota de ti... de NÓS!

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Próxima estação...

Ruma-se a favor dos dias... os segundos ditam o argumento de uma vida sem rumo definido... meio perdida continuo, sem objectivo... permaneço móvel... caminho parece longo, ainda não cheguei isso sei... as estações vão passando, ainda não sai... não sei onde é para sair, espero que quando for saiba... as portas abrem-se, olham, fico... continuo... a paisagem é aliciante, ainda não decidi sair... aguardo pela próxima estação... talvez não saia ainda... talvez na próxima alguém me puxe... mas mesmo que puxe há sempre mais um a chegar... não penso em nada objectivo... talvez devesse...
SENTADA LADO A LADO... EM SILÊNCIO CONTIGO...
Tudo o que desejava neste momento... um banco, um passeio... um sítio para me sentar a teu lado, ali permanecer, em silêncio, sentir a tua respiração, o teu movimento... a primeira palavra... o olhar em frente... tempo... quero tempo contigo... tudo o que desejo...

sábado, 8 de agosto de 2009

Dócil...

"Acho bué interessante estar entre pessoas diferentes... diferentes não, somos todos iguais, mas vivemos em tempo diferente."
A frase de uma manhã sentada no sitio menos provável, em pleno Cais do Sodré a amanhacer ao ritmo de pessoas que se cruzam, com vida de quem se acabou de levantar... ficamos imóveis... talvez as únicas que efectivamente sentem aquele sol matinal como algo belo de sentir...
Apercebo-me do tempo que corre e as pessoas que passam... aquelas que fazem questão porque também faço que estejam a meu lado... a descoberta do outro...

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Sexto sentido...


Tudo começou numa noite onde entrei com expectativa zero... onde tudo me parecia demasiado agressivo... sensação estranha de desencontro... porque estaria ali... agora percebo porquê... porque seria naquela noite que sentiria a empatia... não percebi de onde vinha, pesquisei, encontrei... passados quase dois meses, tenho a confirmação que a primeira troca de sorrisos era uma sintonia de pensamentos e sensações ridiculas... de quem sabe aquilo o que é...


Ao passar dos dias... dos momentos... o caminho torna-se mais doce... pode ser que me esteja a enganar e o chão desnivelado esteja lá à frente... mas há o sexto sentido... que nada mais é que estar atento... sinto sintonia que incomoda dois seres em exploração... cada um fechado sobre as suas prisões... bom sentir quando se abre por segundos... porque era evitável se n fosse sintomático... estou a dar demias retraio... não me olha nos olhos, retrai-se... continuamos como se nada fosse, quando tudo já aconteceu... ontem tive a ousadia de ir mais longe... não rejeitou, ficou... foi bom...


segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Quem sou?!

Medo... que faço eu? sensação estranha de querer mudar...
Estou inquieta... mais que nunca sinto uma inquietação estranha... quem sou? reconheço-me e não me gosto de ver... quando páro para pensar em mim? quando aprenderei a estar só?
Anseio por algo que não controlo...
Cabeça a atrofiar brutalmente... medo do amanhã... se o tempo pudesse voltar atrás mudava algumas coisas ou não... enfim... fui aquilo que sou... mas que no fundo esperava que fosse diferente...
Espero não me ter perdido mais um pouco...