quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Consegui...

Finalmente... entro numa casa... num espaço conquistado sozinha, apesar das colegas...
Finalmente... entro num quarto vazio... sento-me e digo é meu, só meu...
Finalmente... ando pelas ruas povoadas... estou onde quero estar, com quem quero estar... não devo nada a ninguém... ando por mim...
Finalmente... sento-me sozinha numa mesa de jantar... sinto conforto... o silêncio... o meu tempo...
Finalmente... estou com o mundo... em paz comigo... estou bem...
Conformei-me ao meu estado... ao estado mais real do ser... a solidão em sociedade... não espero nada... continuo a sonhar... vivo cada momento como se trata-se de um filme, daqueles épicos... mas não crio expectativas... essa tão má afamada palavra, cheio de podre... expectativa zero é o meu nível... não crio mais para além do presente... não voltarei a exigir mais daquilo que o mundo, as pessoas têm para me dar... delicio-me com aquilo que recebo... vivo-o intensamente, sou feliz ali... o antes e o depois existiram sempre... mas neste momento vivo com o presente mais eminente...
Estou cansada, o corpo está doente... a cabeça está pesada... mas a alma está em paz... sou minha... só a mim devo justificações... só a mim... é NICE!

sábado, 19 de setembro de 2009

Wanted

Um novo início... mochila às costas... anseio por um novo espaço... a descoberta de novas cores, novos odores... a exploração de novas ruas, novos rostos...
Recostada na minha cama... vou sentir saudades... das paredes amarelas... do sofá confortável... do sol matinal... foram dois anos... entre paredes amarelas... no sofá amarelo...
que amei,
que chorei,
que sonhei,
que divaguei,
que vos suguei,
que me enervei,
que me partilhei,
que sorri, diverti, cresci
e que finalmente parti...
tudo aqui... entre manhãs em que quis ver o sol nascer e outras em que não o quis ver... foi aqui que aprendi grande parte daquilo que sou hoje, porque é o meu passado mais recente... com a ajuda de todos aqueles que cruzaram a porta que um dia alguém tentou destruir... cresci, cresci tanto... sinto-me diferente hoje... as pernas não são as mesmas que entraram neste chão escuro e sujo... o sorriso hoje é mais pesado... o andar mais conformado... não pior... diferente... chama-se maturidade... sinto o chão hoje, na saída, mais organizado e confiante de quando entrei... criei aqui e no tempo que aqui estive o mais belo que um dia sentada numa mesa entre amigos poderei partilhar... três miúdas à descoberta de si...

O tempo perde-se,
não o sentes a passar...
O corpo prende-se,
sem se entregar...

Vives o sentimento
de saudade,
levas no pensamento
a liberdade...
De que se viveu
cada segundo,
de que se perdeu
consciencia do mundo...

Universo de mim
Universo de vós
Tudo tem um fim
com contras e prós.
Essencia de mim
Essencia de vós
A base de que enfim
somos aquilo que chamamos de nós!

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Know-how (of us)

As coisas nunca acontecerão por acaso, apesar de ao acaso acontecerem... por não o anteciparmos, por apenas o sentirmos quando nos permitimos a uma atenção desmesurada e bucólica... ali permaneces numa ansia de sentir de todas as formas e sentidos o tempo, o espaço... quando o que os olhos recebem é pouco para te saciar a sede de sentir... o desejo de conhecimento...

Termino de uma noite... onde se simplesmente resume a três minutos e alguns segundos ao som de uma música que se intormete num carro de ritmo lento, em silêncio ao fundo ouve-se o resumo da noite... o impulso de o puxar à tona, o som eleva-se... o baixo soar "Oh! Kings of Convenience"... o voltar ao estado inicial de sorriso de quem sentiu o mesmo ou não, mas algo sentiu...


Também gostei muito deste "bocadinho"! (Silêncio) Até já...

domingo, 13 de setembro de 2009

Criação de uma luz

Fui sem pretenções, apenas matar a saudade dos olhos que alimentam a alma, de um ser desejoso de carinho...
Os olhares que se cruzam e não se estrenham, fica no ar a curiosidade mútua de quem gosta do que os olhos veêm...
O sair, o corpo que se cruza, perto do meu, sem contacto, pois o medo de quem sabe que se tem de proteger disso que chamam de partilha...
Já satisfeita e saciada, sinto o toque de quem ousa ainda manifestar a presença, "Estou aqui, reconheço-te, gosto da presença, procuro."...
Volto-me, vejo um ser que mexe comigo sem me tocar, agora tocando nada mais desejo que o desbloqueio, o conhecer...
Há interpretações que só a mim pertencem, "Amanhã vou ao estádio."...
Lê, relê! São recebidas no destinatário a comunicação, fica dentro de si...
É nada e tudo, um mundo por descobrir a cada momento, depende da perspectiva...


Tenho medo de o ter
Sinto-me livre sem o ser
Presa no inconsciente
De um prelúdio iminente
Nada sou, senão eu
Talvez, nada serei
Enquanto não for teu
Sei que existirei
Aqui em mim
Não aceitarei o fim
De algo que construí
Que em mim, por ti, nutrí
Anseio a partilha
Luto por amor
Temo a dor
Desejo calor
Sonho sem pudor
O céu está nublado
O belo mantém-se acordado
Olho e só vejo que brilha.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Terra...

Ontem num final de tarde... sentada num dos sítios mais belos onde já estive... talvez por me ter sentado a primeira vez naquelas pedras sozinha... relembro o motivo... fui... irei sempre... porque as asas da emoção sobrepor-se-ão sempre... entre cigarros, cerveja e o "Ocasião"... ali estive... a fingir que lia os anúncios... a mente foca-se em tudo menos nas pequenas letras... deixo-me levar... deixo de me mentir... fecho o jornal...

permito-me deitar sobre a pedra... as costas doridas ressentem-se mas alma exige... ali fico a olhar o céu azul... o branco que ressalta das nuvens que estão de passagem... sorrio... com aquele sorriso de quem é perdido... descubro-me... sou um pássaro consciente num mundo de humanos... falta-me a terra reparo... não me prendo a nada... fico livre, como só os seres com asas sabem, para seguir o rumo do vento... às vezes pousada estou, calma, na tranquilidade dos dias sem vento, sem turbilhão de emoção... mas quando ela chega, quando a aragem faz questão de se fazer sentir... o corpo pulsa de emoção... a razão baixa para um nível inferior... ali fico à espera da rajada de vento que me eleve... voo como louca, com os olhos focados no ponto mais alto, mais longinquo... vou sem olhar para trás, mesmo de quando em quando olho, não me é suficiente para parar a viagem a que me propus... a queda como sempre doi... pelo simples facto de não ser um ser com asas, mas sim um ser humano... esses que nascem com o livro de instruções, como viver... que peças adquirir no meio do caminho para chegar ao fim vitorioso... olho o ser humano e parece um videojogo... não quero jogar comigo... ou melhor não sei... contrario tudo... não passei ainda do primeiro nível... não vou sair vitoriosa... mas também não vai aparecer nunca o indisejável GAME OVER... porque nunca o temerei... porque não vivo para vencer... luto para viver...
Apercebo-me que poucos são os momentos em que nos permitimos ao prazer... acordamos porque temos de trabalhar.... trabalhamos porque temos de ter dinheiro... temos dinheiro para comermos (sobrevivermos) e criarmos a nossa base para sermos aceites perante os pares...
Onde está o prazer pelo simples prazer de acordar?
Onde está o prazer pelo simples prazer de trabalhar?
Onde está o prazer pelo simples prazer de comer?
Onde está o prazer pelo simples prazer de amar?
Temos de amar! Temos de ter alguém... "Hei, vives sozinho? Ninguém vive sozinho... só os loucos!"
Onde está a inteligência dos seres superior que somos em relação aos demais seres na natureza terrestre?
Consideramos os outros seres não inteligêntes, porque seguem os instintos, são pouco flexiveis... enfim... o que somos nós seres de capacidade superior...

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Personalidade de Arquitecta

A brincar no mundo virtual encontro um teste... decido perder tempo... intrigou-me...

Reconheço-me do resultado... colo-o aqui para um dia mais tarde recordar... deixo o link no final caso alguém deseje perder o seu útil tempo para se conhecer um pouco melhor... nunca é uma perda conhecermo-nos... mas isto é o meu eu pragmático de Arquitecta...

O meu resultado: "O Arquiteto"


Arquitetura é a ciência das relações espaciais - a organização, estrutura, construção, configuração - e os Arquitetos, desde pequenos, estão preocupados com relatividade espacial e [projetos/modelos de sistemas]. Mas os INTPs não devem ser considerados como unicamente interessados na configuração de espaços tridimensionais, como edifícios, pontes e máquinas; eles são também os arquitetos de currículos, de empresas, e de todos os tipos de sistemas teóricos. Em outras palavras, INTPs são homens e mulheres cujo objetivo é delinear estruturas sistêmicas e construir modelos estruturais. Todos esses Arquitetos consideram o mundo como pouco mais do que matéria-prima a ser remodelada de acordo com a sua concepção, como pedra bruta que deve ser lapidada. De fato, nos seus anos posteriores (depois de descobrir que a maioria das outras pessoas está fingindo uma compreensão das leis da natureza) os INTPs tendem a julgar-se organizadores superiores que devem opor-se à natureza e à sociedade em um interminável esforço para criar organização a partir das matérias-primas da natureza. Enquanto os também Racionais INTJs são especialistas em ordenação, os Racionais Arquitetos são especialistas em organização.

Como uma variante dos Racionais de Platão e dos Dialéticos de Aristóteles, os INTPs são pouco diferentes dos outros NTs na maioria dos aspectos. Como todos os Racionais, eles são abstratos na comunicação e utilitaristas ao implementar seus objetivos. Eles preferem estudar ciência, são preocupados com tecnologia e trabalham bem com sistemas. O seu ponto de vista é pragmático, cético, relativista, focado em interseções espaciais e intervalos de tempo. Eles baseiam sua auto-imagem [definido pelo autor pela combinação de auto-estima, auto-respeito, e auto-confiança] em serem engenhosos, autônomos e resolutos [respectivamente]. Se depender deles, são calmos; confiam na razão, são famintos por conquistas, buscam conhecimento, valorizam cordialidade e aspiram a ser como magos da ciência e tecnologia. Intelectualmente eles são muito mais propensos a exercer a estratégia à diplomacia, à tática, e sobretudo à logística. Além disso, com a sua natureza investigativa ou exploradora eles tendem a preferir o papel informativo do Engenheiro ao papel diretivo do Coordenador. E porque são reservados e altamente atentos eles parecem preferir o papel do Arquiteto ao do Inventor (ENTP).

Arquitetos são raros -- estimemos um por cento da população -- e portanto dificilmente encontrados em locais comuns, ou se encontrados, não são reconhecidos. Para este tipo de Racional, o mundo existe essencialmente para ser analisado, entendido e explicado. A realidade externa em si não é importante, é uma mera arena para verificar a utilidade de idéias. O importante é que as estruturas básicas do universo sejam descobertas e enunciadas, e que tudo o que seja declarado sobre o universo seja declarado corretamente, com coerência e sem redundâncias.A curiosidade acerca destas estruturas fundamentais é a força motriz dos INTPs, e eles pouco se importam se os outros entendem ou aceitam suas idéias. Os Arquitetos aprenderão por qualquer maneira ou grau que possam. Se conhecimento pode ser adquirido ao observar alguém ou praticar alguma ação, então vale a pena; se não pode, então não vale a pena.

Os Arquitetos estimam a inteligência em si mesmos e nos outros, e parecem estar constantemente à procura dos princípios tecnológicos e das leis naturais sobre as quais o mundo real está estruturado. A varredura cognitiva dos INTPs não é global e difusa como a dos NFs; pelo contrário, os Arquitetos limitam sua procura apenas àquilo que é relevante para o assunto em questão, e portanto eles parecem capazes de se concentrar melhor do que qualquer outro tipo. Os Arquitetos também podem tornar-se obcecados com a análise. Uma vez apanhados em uma reflexão, esse processo parece ter uma vontade própria, e eles persistem até compreenderem o problema em toda a sua complexidade. Além disso, uma vez que os INTPs sabem alguma coisa, eles a lembram. Com o seu grandioso desejo de compreender as leis da unidade e diversidade, eles podem ser um pouco arrogantes e às vezes podem mostrar impaciência com outros menos dotados de capacidades dos Engenheiros [ver tópico], ou menos auto-motivados. Infelizmente, o seu orgulho por sua engenhosidade pode às vezes gerar hostilidade e atitudes defensivas por parte dos outros.

Os Arquitetos apresentam a maior precisão no pensamento e na linguagem de todos os tipos. Eles tendem a perceber distinções e inconsistências no raciocínio e na linguagem instantaneamente, e são capazes de detectar contradições em afirmações independentemente de quando ou onde as afirmações tenham sido feitas. Apenas frases que sejam coerentes têm sua consideração, e portanto a autoridade conferida por um cargo, credencial, ou fama não os impressiona. Tal como os ENTPs, os INTPs são devastadores em debates ou em qualquer forma de discussão; suas habilidades em análise diferencial dá-lhes uma enorme vantagem em descreditar os argumentos dos seus oponentes e em reforçar os seus próprios. Eles consideram todas as discussões como uma busca por compreensão e acreditam que a sua função é eliminar inconsistências, não importa quem seja responsável por elas. É difícil para um INTP ouvir absurdos, mesmo em uma conversa informal, sem apontar o erro de quem os falou, e isso torna a comunicação com eles uma experiência desconfortável para muitos.

Este tipo de Racional é o lógico, o matemático, o tecnólogo, o cientista -- aquela pessoa determinada a qualquer exercício que exija arquitetônica, análise de sistemas, ou concepção [design] estrutural. Mas atente-se, arquitetar não é o mesmo que a busca do Artesão por moldar matéria em formas harmônicas, mas o processo mais abstrato de delinear modelos.Para o Arquiteto, o modelo é o que importa, seja um modelo de duas, três ou quatro dimensões.

É difícil para alguns tipos compreender esses Engenheiros curtos e vigilantes por causa de sua linguagem técnica e complexa e por evitarem redundâncias. No entanto, eles podem ser excelentes professores, especialmente para alunos avançados, embora novamente é raro gozarem de muita popularidade pois podem ser professores bastante exigentes. Eles não são bons em [trabalhos burocráticos] e ficam impacientes com detalhes rotineiros.Eles preferem trabalhar silenciosamente, sem interrupções e freqüentemente sozinhos. Eles tendem a ser tímidos, exceto quando estão com amigos próximos, e sua reserva é difícil de penetrar. Por todas essas razões, os INTPs são freqüentemente vistos como difíceis de se conhecer, e raramente é percebido o verdadeiro nível de sua compentência. Para que seu talento seja usado de forma eficaz por uma [organização], deve ser fornecido aos Arquitetos uma eficiente equipe de apoio que possa capturar suas idéias assim que surjam e antes que eles percam o interesse e mudem para outra idéia.

Os Arquitetos levam seus relacionamentos a sério e são fiéis e dedicados -- embora sejam, às vezes, preocupados e um tanto esquecidos com compromissos, aniversários e outros rituais sociais comuns. É pouco provável que tais atividades socias sejam bem-vindas em casa ou que eles as planejem, ficando satisfeitos em deixar a organização de interações sociais para seu(sua) companheiro(a). Se tiverem a oportunidade, os INTPs refugiar-se-ão no mundo dos livros e emergirão apenas quando as necessidades físicas tornarem-se imperativas.Entretanto, os Arquitetos não se irritam facilmente, são complacentes e fáceis de se conviver -- isto é, até que um de seus princípios seja violado; nesse caso, sua adaptabilidade cessa completamente. Eles preferem manter seus desejos e emoções para si mesmos, e podem parecer insensíveis aos desejos e emoções dos outros, uma insensibilidade que pode confundir e frustrar seus companheiros. Mas se o que seus companheiros estão sentindo é um mistério para eles, os Arquitetos estão sempre atentos ao que seus parceiros verdadeiramente dizem ou fazem, e provavelmente pedirão a eles que lhe forneçam uma base lógica para suas alegações e ações.

Arquitetos são pais dedicados; eles gostam de filhos e levam o processo de criação muito a sério.Cada um dos seus filhos é tratado como um indivíduo racional, com direitos, privilégios e tanta autonomia quanto uma criança pode lidar de modo seguro. Os INTPs incentivam seus filhos a serem responsáveis por suas próprias vidas e a traçar seu próprio rumo. Eles não impõem as expectativas que têm sobre si mesmos sobre seus filhos e nunca os atacam física ou verbalmente.Quando é seguro, os Arquitetos deixam que as conseqüências naturais das ações dos seus filhos ensinem-os sobre a realidade. Quando isso não é seguro, eles criam alguma forma de esboçar as conseqüências lógicas para que previnam o ato em questão.
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Encalhada...

Necessidade de completar o post anterior... em que falo de um amor específico... mas após mais um dia de um turbilhão de sentimentos... releio e post e sinto que foi pouco aquilo que dei de mim... é restrito falar de um só amor... hoje num final de dia completo dizendo... encalhada hoje, ainda, estou, estive e estarei sempre... a todos aqueles que amei, amo e amarei... a todos a quem me entreguei... porque apesar de tudo... e por tudo o que possa acontecer... termino o dia a dizer amo-vos... a todos vós que um dia sentiram o meu abraço... hoje dei abraços a quem amei, amo e amarei... a quem não o dei foi porque não tive oportunidade presencial... mas senti-o à distância...
Sou um ser encalhado a todos os que permiti entrarem no forte do meu eu...
F. - Na diferença, encontrei a semelhança... o respeito de que os mundos mesmo que antagónicos são compativeis... és de todas as pessoas a quem me entreguei a que me melhor soube receber... por nada me exigires, senão ser feliz...
R. - No reencontro, nos reencontros de ti... descubro o porquê de teres entrado, de permaneceres... és a que mais me fez vacilar, sabes... mas aquela por quem mais saudades senti... sei que te procurarei sempre... gosto de me sentir em ti...
N. - Ainda há coisas por descobrir... caminhos para percorrer... sei hoje que nunca te terei, mas que nunca te perderei... dúvidas ocupam-me os sentidos... estarei sempre aqui para te acolher... sempre para te fazer sentir... tens ainda que crescer... quero estar presente...
S. - Apesar de tudo... das nossas diferenças... do caminho que tomemos juntas na distância de corpos e tempo... és e serás presente em mim... és o meu amor mais profundo... aquele que me acompanhará até que um dia feche os olhos para sempre... porque enquanto tiver capacidade para ver o mundo, encontrar-te-ei a cada esquina... umas mais sombrias... outras mais solarentas...
Se. - És o ser que em menos tempo me fez sentir eternidade de relação... dos seres mais puros que senti em mim... sei com aquela certeza que não tem necessidade de fundamento que nunca nos perderemos...
V. - Porque as palavras curtas... as frases sem floreado só chegam onde têm de chegar... do pouco que se dá... recebe-se a consistencia da essencia... a percepção de que basta sentir para confiar...
C. - Espero que um dia me conheças... como eu te conheço a ti... para abrires a porta que está encostada...
Os outros todos que não constam da lista... a quem chamo de amigo ou ex-namorada não constam pelo simples facto de não terem entrado nunca no meu forte... por nunca me ter permitido entregar tudo o que sou... excluo a minha família porque a eles há-de haver sempre um lado oculto...
Deixo para o fim o ser mais importante... aquele que sei que estará sempre... aquele que sei que nunca me falhará... aquele que amo do mais profundo de mim... aquele pelo qual tenho mais orgulho por ser sangue do meu sangue... porque ser o mais próximo de mim... por sentir... sim é meu irmão... a ele, tudo... apesar da distância... do tempo de ausência... és "meu"...

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Sempre para sempre


Sempre para sempre - Donna Maria


Há amor ponto... há-se sempre haver amor em mim... que significa? em mim entrega... a entrega desmedida porque é amor... seja ele de que tipo for... basta ser amor para me entregar... já vivi vários tipos de amor... em todos a diferença deixa-me o sabor a descoberta... interpreto como amor todos eles pela minha entrega... pelo meu fechar em mim no outro e viver... como se fosse o último momento... como se não houvesse amanhã para fazê-lo sentir... há-de sempre haver o amor presente, o amor passado e o amor futuro em mim... nada mais vejo hoje, que o amor presente... ao qual me entrego a cada segundo de mim... os amores passados mantêm-se... sou coerente... hoje olhando para aquilo que fui e sou... sou coerente... estupidamente coerente aquilo que amo... porque amo... há amores diferentes... eu amo incondicionalmente... aprendo à medida que me cruzo com o mundo que nem todos amam como eu... não deixam de amar... mas de facto ainda não conheci alguém que ame tão ridiculamente quanto eu... ali fico... ali me deixo ficar... porquê?... porque amo... e por isso não vou para mais lado algum... porque é ali que me sinto...

Amor correspondido... espero senti-lo mais um vez... anseio sem ansiar que ele aconteça... fico feliz só por saber que amo... que sinto o que de mais belo há... amor por alguém...

E porque se dúvidas houvessem em mim de que amo certo... o sorriso, o abraço de sábado dissipou... pode nunca vir a ser correspondido... mas amo certo... sempre amei certo, porque amei... se nunca me corresponderam, se me deixaram de corresponder... por mais narcisista que seja... hoje digo... AZAR... porque como alguém um dia disse: "Tu és a que ama mais belo!"... sim de facto sou dos seres que conheço a que mais belo ama...

Hoje em silêncio na minha cama... entre o vazio de um quarto onde o meu corpo só se sente bem... porque não está mais ninguém... melhor só quando partilhado com quem amo no presente... o beijo que tanto gosto de sentir... está guardado para ti que amo... o abraço que hoje só tu recebes, já outro alguém recebeu e outros alguéns receberão... mas hoje é teu... porque só o sinto para ti...

Dia na praia... um amigo usou a expressão que não mais me saiu... "encalhada"... sim de facto estou encalhada num amor que nutro, alimento, crio... é meu... pouco recebo... mas fico... não disperso... não me faz sentir o andar sem sentir, só porque é suposto desencalhar... um dia se tiver de ser, porque há-de ser... desencalharei... para onde?... acredito que para o seu lado... ou para o lado de outro alguém que ame... prefiro permanecer encalhada, que navegar à deriva no turbilhão de sentimentos fracos e inexistentes... sou assim... hoje, ainda, encalhada... a algo que amo...

sábado, 5 de setembro de 2009

Finalmente

É meu... abro-o à toa... tirado da parteleira... leio...

"O peso de sentir! O peso de ter que sentir!"

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Sacanas sem lei...

Simplesmente Tarantino... não existe descrição para a genialidade... a conjunção do som... das imagens... enfim... a capacidade de reagir antagonicamente à brutalidade do conteúdo... não é uma comédia, não! não é... mas é de arrepiar a capacidade de brincar com algo sério de forma única... se dúvidas houvessem, que não as há... Tarantino é genial...
.
O rídiculo é a essencia da diferença do ser... é ousar aquilo que não é suposto... depois de o ver (Tarantino)... caí na onda do rídiculo... e porque não?... fui longe... fui rídicula... muitos diriam que sim... muitos diriam se soubessem (sem nada saberem!)... és LOUCA?!... sim sou... e pouco ou nada viram... não tenho paciência para o politicamente correcto... mas esconder para não dar... porque não recebi... porque não receberei... caguei... dou, dei... sou feliz... dei gratuitamente... espero só que tenha valorizado... se não valorizou não deixa de me fazer sentir única... porque a capacidade de extrapolar o razoável, deixar tudo, não agarrar nada, é só para aqueles que nada querem senão fazer sentir o outro bem...
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Vai ser mais díficil o contacto... sim, vai... porque me sinto nua... mas também melhor comigo...
Silêncio... gosto do silêncio... muita coisa poderia ser dita... não é ignorar sei... não sei com certeza o que é... mas ignorar não o é... mas dizer não seria mentira... dizer sim seria ultrapassar a barreira... nada muda... já tendo mudado algo, porque se passou mais um tempo, mais um momento, mais uma partilha...
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Sinto-me às vezes tirada de um filme do Tarantino ao teu lado... sério... os diálogos... os movimentos... se fosse filmado todo o público rir-se-ia... do rídiculo...
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"SACANA SEM REGRAS" um filme de V. P.
- Nem esperaste pela minha opinião!!
- Népia! Já tinha enviado...