sábado, 14 de novembro de 2009

Poeira!

Consciência tranquila de quem nada tem que justificar... entrar no espaço hostil e sentir-me segura... ainda sou ingenua...

O mundo vai-me mostrando o caminho... apetece-me chorar confesso... sem capacidades para o fazer... acredito cada vez menos é um facto... apercebo-me do tempo que passou, dos cruzamentos que criei... não vivo à toa, dou conta... mas porque não fui mais uma vez capaz?! que temo eu naquele outro ser... já está tudo deturpado... mágoa sinto hoje ao perde-la ou talvez ela a peder-me a mim... acreditar que um dia voltarei a sonhar...

Hoje lembrei-me desta passagem do L-Word:


Sentada lado a lado com o ser que mais amei... ouvi... como é que é possível?... olhei vi uma lágrima... abraçadas ficámos na certeza de que o amor vale tudo...
Hoje em partilha perguntaram-me... tu acreditaste?! eu respondi... eu senti... não havia em que acreditar, apenas senti, sonhei, alimentei... por tanto ter sentido que era verdade...
Mas hoje talvez não me iluda com tanta facilidade... talvez por não me permitir amar com tanta intensidade...
Chegar à soma de tudo o que vivi antes, durante e depois, porque só assim consegues ser clara e transparente na análise... porque não morri naquele dia em belém deitada na relva? porque não morri naquele dia deitada numa pensão ranhosa em cacilhas? porque não morri um dia deitada nos teus braços? era feliz... como numa mais serei... apesar de todos os defeitos dessa merda de momentos... apesar de toda a merda que se acumulava nas costas desses momentos... porque continuo aqui? não me apetece... estou cansada... não sei viver...
Parti sozinha pelo tempo... descobri aquilo que não queria ver...
Estarei sempre numa fase de questões e insegurança... no fundo aquele ser é bué especial pela perspectiva de mim no futuro, apercebo-me agora que o futuro, o tempo, tem sempre a base dos outros dois tempos verbais! Fico imóvel pela clareza que ela me mostra, por um lado, o positivo, a minha forma e capacidade de amar, é minha, mas que no fundo esse lado positivo que alimento ao segundo é sinónimo de dependência, de receio, de resignação, do tolerancia, de espera, de PERDA... partirei para outra novamente com o sabor agridoce de um amor que não foi totalmente explorado... fico com ele em mim, transporta-lo-ei pelo meu tempo e caminho... azeda a sensação que este ser nunca saberá o quão importante foi na minha construção....

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