Conversa de banco... entre partilha de infâncias... percebemos o que somos hoje "adultos"... alguém diz com voz de quem tem certeza... "ela é muito mais confiante que tu, estranho não teres ainda experimentado..."... pois mas as certezas ficam-se por isso mesmo certezas baseadas na incerteza que a realidade te vai mostrando... e não ela não é mais nem menos segura que eu, é diferente... faço-vos um desenho:
Existem dois campos de acção do meu eu... temos uma bolha... na minha bolha eu sou confiante, fora dela eu sou insegura... quem entra na minha bolha tem de quebrar a minha insegurança, quando entra eu estou-me pura e simplesmente a cagar, porque eu posso cair no chão, eu posso rir de boca aberta, eu posso dizer as maiores merdas, eu posso ser EU... se entrou é porque gosta de lá estar... porque gosta de mim tal e qual aquilo que sou... mas existe o outro campo de acção que esse sim me deixa insegura, especialmente quando existe algo que quero que entre na bolha... como diria o Shrek, sou como a cebola, tenho camadas... como todos temos... mas há quem seja confiante fora da bolha e hiper inseguro dentro dela... depende... encolho os ombros...
Mas depois de mais de 2horas a divagar na maionese entre amigos cheguei à resposta objectiva da mudança de rumo no caminho chamado SER... Expectativa quebrada... não esperava, nem espero de um ser que nutro como especial que se cruze comigo e me vire as costas, que não páre para me cumprimentar... doeu na Sexta... doeu no Sábado... doeu na Terça... mas nada como iniciar a Quarta com um estalo na cara alheia... sorriso porque sempre fui onde me chamei...
Hoje diziam pois mas ouviste demais... as pessoas influenciam-se... sim de facto é real... mas lembram-se quando diziam que vais lá fazer, bater com cabeça... eu virei costas e fui... lembram-se quando me davam encontrões e vai é agora deixa de ser tonhó... eu parei e fiquei... não me empurrem, não me amarrem... eu farei sempre aquilo que me der na real gana... sou assim, um ser que sente por si, um ser que não gere impulsos... vive o momento com os sentidos... a razão fica para os momentos em que os sentidos descansam... como este momento presente... em que olho para mim nas letras que se entrecruzam no monitor de um portátil que já voo de raiva contra uma parede sorte estar protegido por uma mochila e penso fodasse V. quando é que aprendes a ser aquele tipico ser humano que racionaliza as questões e essencialmente as acções? Talvez um dia aprenda... a ser um agradável ser humano que consegue ser aquilo que não é no exterior...
Será que é desta que não volto a criar expectativas... não me tinha apercebido que o simples cobrar o cumprimento de alguém era uma expectativa falhada... no fundo não vale mais a pena dissertar sobre algo pela qual tinha a expectativa tão baixa, mas que ainda assim me falhou... talvez não criar expectativas seja a solução... mas com esta fico na dúvida se não devo elevar as expectativas... deixo esta questão em aberto... tentar obter uma conclusão mais breve possível... neste momento imediato quero manter a dúvida... dissertar nos próximos passos que der... quando tiver uma resposta prometo que registarei aqui... mas que não seja para um dia quando não me recordar daquilo que era ou fazia nas madrugadas dos meus 27 anos, reler-me...
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