segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

2009

Ainda não terminou mas sinto já necessidade de fazer um balanço... tentar interpretar estes últimos 363 dias... não é fácil descrever 2009... foi sem dúvida o ano de maior introspecção e exteriorização, de mais lágrimas e gargalhadas... foi ano de altos e baixos... dualidades, antagonismos... talvez por isso arrisco a dizer que foi o ano em que mais cresci...
Porque todas as provas têm uma meta, a desta corrida teve início logo no dia 1, em que me propus a enfrentar o medo e a insegurança, partindo só para a Praça do Comércio, entre a multidão que sempre temi, senti-me pequena, entre gente acompanhada senti-me realmente só... entre pessoas as pulos e aos gritos, não contive as lágrimas... foi horrível mas estive lá... relembro todas as situações a que me obriguei a ir porque queria estar mas não tinha companhia... em todas elas o vazio, as lágrimas...
Não foi fácil mas como em tudo, como se diz, primeiro estranha-se depois entranha-se... prefiro companhia mas não abdico de estar onde quero só porque ninguém me acompanha... foi a grande conquista de 2009.
Pior dia 6 de Março - Corte daquilo que tinha como mais belo até aquele presente.
Melhor dia 23 de Dezembro - Ilusão de que existe belos ainda por conquistar e que estão ao meu alcance.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Lonely Carousel

I can´t deny the way i feel

The truth is lost beyond this lonely carousel

Caminhada estranha a do presente... diferente... sinto-me tranquila, construo a meu mundo... lado-a-lado comigo... é giro percorrer o mundo sem um sinal de alguém... concluo que de facto é arduo caminhar sozinha nas ruas povoadas mas é saudável fazê-lo... se não existe aquele ser que nos acompanhe nada melhor que o fazer só... observo os outros e depreendo que somos uma sociedade aos pares... enfim... o conforto de ter alguém ao lado sobrepõem-se... hoje ao final de 9 meses sozinha concluo após tudo aquilo que absorvi dos outros que comigo se cruzaram, que lutamos todos por ter alguém ao lado, não nos damos por satisfeitos, há sempre algo errado no outro mas, não conseguimos pura e simplesmente abdicar do pendura... sinto-me orgulhosa... nada procuro senão a serenidade de caminhar cada vez melhor sozinha... aprendi a ter patinhas... estou feliz, mesmo muito bem comigo... a dignidade de não enganar ninguém para que esteja a meu lado... a todos os que o fazem sinto pena, mesmo muita pena... é possível ser feliz sozinha, aliás só se é feliz sozinha, os outros são só a ponte... nunca a essência... continuo a amar é um facto mas se me questionarem se quero alguém ao meu lado digo: NÃO! Então que queres? Quero conhece-la, abraça-la... enfim... mas não quero perder-me nela... Porque não abres os horizontes? Porque não quero alguém, gosto daquele ser (encolho os ombros)! Por isso é que não pressiono nada, por isso deixo o tempo correr... porque no fundo o importante para mim neste momento é sentir, sentir-me apaixonada, crescer sozinha... se um dia for correspondida logo se verá... mas não o desejo, desejando!

Vem aí o Natal... mais um... enfim... as pessoas são mesmo personagens de um videojogo... tão pouco originais, tão pouco inteligentes... enfim, a inteligencia artificial é um mal da sociedade... não questiono, apenas tenho pena...

Comentário que ouvi ontem... não têm TV?! por isso é que fumam ganzas... ri-me à gargalhada... e disse não, por isso é que pensamos... temos tempo, não o perdemos estupidamente colados a fazer zapping até o cérebro se cansar e adormecer... abomino quando me sento em frente a uma TV e os meus olhos ficam ali, quase que me esbofeteio... apercebo-me da capacidade de uma TV... limpar o espirito critico... olhar as familias, os amigos... jantares em comunhão... eles e a TV, conversa sobre o que se passa na TV, opiniões formadas por outros, ouvidas e integradas como forma de expressão... tenho orgulho dos meus amigos, não fui eu que os encontrei, foram eles a mim... nada como um jantar a partilhar as ilusões, desilusões, amores, conquistas, medos... de perferencia numa mesa redonda como a do S.

:o)

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Theory of perfect love!

Depois de uma partilha de emoções, sensações, razões, pressões, oposições, ilusões... alguém me diz: "O amor não devia existir... ou então amavamos uma única pessoa que nos amava da mesma forma, apenas e só uma, a vida toda!"... eu parei, olhei, pensei... "Sim tipo tupperwares!"...


Imaginar um armário como um mundo... os tupperwares as pessoas... naqueles momentos desesperantes que todos já passámos apercebemo-nos, damos conta que não existe relação mais perfeita que a caixa e a tampa... por mais tampas que existam, só aquela faz sentido, só aquela foi feita para encaixar...

Dia estranho hoje o meu... latência de um corpo dormente... pousei de novo o meu corpo no tempo dos dias que correm... sinto-me tranquila... adormeço sem arrependimentos, com a consciência pura... sinto falta do meu inconsciente confesso... sinto-me presa... cortaram-me as asas... elas voltarão a crescer...
Preciso de receber algo... preciso de oferecer algo... todos os dias me sinto a crescer e a perder a essência... no fundo mantenho o ritmo que me impõem...
Páro, penso, reflito e sorrio de lágrima fugaz, está tudo bem... bem demais... saudades do turbilhão... da correria... estou cansada... medo de não voltar a ter coragem para o voltar a fazer, mais tranquilo assim, parece... será?

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Refúgios

Só não há solução para aquilo que não controlamos... há coisas que nos fogem de controlo, refugiamo-nos no que temos, prendemo-nos, agarramo-nos... tememos a queda, evitamos o próximo passo para não cairmos... refugiamo-nos na certeza da estabilidade... difícil avançar quando o chão teima em nos mostrar o quão é inseguro o piso em que queremos caminhar... permito-me o risco, por vezes não o sinto de tão obsoleta razão, a emoção toma as rédeas da minha cavalgada... não quero nunca refugiar-me apesar de sentir saudades de terra firme... confesso que já não sei bem o que isso é, hoje sei onde ela está, em mim... por isso agarro-me a mim como nunca e caminho ainda num chão lamacento...

Vivo para não me arrepender de não ter ousado fazer...

Corro risto da ousadia, vivo num rumo diferente do que muitos lutam, remo no meu sentido, doi-me os braços, por vezes, por lutar contra a corrente... questiono-me sempre... sei o que sou...

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

The News


* Nova Rua *
* Novo Emprego *

* Novo Transporte *
* Novo Andar *

Nem tudo o que parece é... sempre me o disseram... enfim, apesar das grandes mudanças há coisas que permanecem iguais até demais...
Há coisas de facto inexplicáveis... só quem passa por elas as sente... gosto bué daquele ser, porquê? porque de facto continuo uma ridícula...
Vou ser bué feliz na vida que construo a cada segundo que passa... nada acontece por acaso, apesar de ao acaso acontecer... tudo é a base de um futuro próximo, apesar de ilógico e pouco transparente que possa ser o que acontece no presente, servir-me-à no futuro... amanhã...
Próximo do termino de mais um ano, nova década se inicia em breve... descrever o meu percurso deste ano vai ser fácil... corda bamba... difícil isolar um momento bom e um mau... foram tantos bons e tantos maus... tão diferentes... tanta perda, tanta conquista, tanta expectativa, tanta desilusão... no fundo e resumindo (porque tentarei isolar o melhor e o pior momento no próximo post) foi um ano preenchido, onde digo estou mais forte, mais bela, mais consciente... melhor pessoa no final deste ano! Venha o próximo... porque este não passarei sozinha por opção, tal como no passado o fiz! Estou melhor... mais confiante... menos pura é um facto...