Felizmente não percebo grego, quero acreditar que o meu manual ainda se encontra por traduzir... se é grego não me ensinem... Mais longe... mais perto... do quê não sei... não quero saber... sigo os impulsos...
Não é fácil... não complicamos... as coisas são complicadas... simplesmente há capacidades de as relativizar ou não... não é fácil acordar, sorrir, viver... depois da incontornável realidade de que não posso viver ao lado de quem amei e me amou... mas há a capacidade de re-sorrir de novos encontros, re-viver novas partilhas... não é fácil... a vida não é fácil, mas é a única coisa que temos efectivamente...
Não é fácil viver sozinha, reencontrarmo-nos... olho e reflicto nas acções... não estou diferente, sou a mesma... vivo de forma diferente... quem se alheou de me sentir no presente, olhando-me como reflexo do passado, como eu o faço às vezes, é estranho, é esquisito... é diferente... porque o meu mundo é diferente... vou para a rua beber copos porque não há alguém a jogar computador sentado num sofá... não fico acordada até amanhecer sentada imóvel ao lado de alguém num sofá porque não existe algúém, muito menos sofá... existe hoje a rua... a cerveja... os passeios... o Copenhaga... o Maria... os amigos... os policias... existe vida como outrora houve com expressão diferente... mas sempre EU... um ser que vive intensamente cada momento com a sua dose de inconsciência, porque o manual foi editado em grego... e ainda bem...
Vivo por mim... para mim... partilho com aqueles que me querem no presente, tudo... dou aquilo que me "exigem"... hoje a diferença passa pela consciência... hoje apercebo-me porque estou, porque "erro", porque me canso... porque quero... porque faço questão de estar... de dar... de receber... a quem está online...
Sem comentários:
Enviar um comentário