"Passei toda a noite, sem dormir, vendo, sem espaço, a figura dela,
E vendo-a sempre de maneiras diferentes do que a encontro a ela.
Faço pensamentos com a recordação do que ela é quando me fala,
E em cada pensamento ela varia de acordo com a sua semelhança.
Amar é pensar.
E eu quase que me esqueço de sentir só de pensar nela.
Não sei bem o que quero, mesmo dela, e eu não penso senão nela.
Tenho uma grande distração animada.
Quando desejo encontrá-la
Quase que prefiro não a encontrar,
Para não ter que a deixar depois.
Não sei bem o que quero, nem quero saber o que quero. Quero só
Pensar nela.
Não peço nada a ninguém, nem a ela, senão pensar."
E vendo-a sempre de maneiras diferentes do que a encontro a ela.
Faço pensamentos com a recordação do que ela é quando me fala,
E em cada pensamento ela varia de acordo com a sua semelhança.
Amar é pensar.
E eu quase que me esqueço de sentir só de pensar nela.
Não sei bem o que quero, mesmo dela, e eu não penso senão nela.
Tenho uma grande distração animada.
Quando desejo encontrá-la
Quase que prefiro não a encontrar,
Para não ter que a deixar depois.
Não sei bem o que quero, nem quero saber o que quero. Quero só
Pensar nela.
Não peço nada a ninguém, nem a ela, senão pensar."
Alberto Caeiro
Noites loucas ao sabor de momentos partilhados onde a solidão de um ser só se faz sentir, percorrer o mundo de uma cidade imensa, inundada de seres com vidas e histórias que ninguém encontra, absorvida por tudo, sinto-me só... como me disseram, faz sentido, "andas sempre acompanhada mas partes sempre bué de só, caminhas bué de só!", olhando as caminhadas tenho de reconhecer que alguém me observa... não me sinto mal, mas sensação de desenquadrada, dou comigo cansada de palavras, cansada de promessas, aceito tudo... boa a sensação única de reconhecimento de mim... fase de baixa auto-estima confesso estar a passar, vontade brutal de chorar compulsivamente, o passado pesa, o presente acalma, o futuro mete medos... foco-me no presente e as lágrimas não caem... definitivamente chamo-me depressiva optimista... não me falta nada, tenho tudo... mas saudades brutais de dar mimos a alguém... não quero ninguém, nem a ela... que nada me deu... mas que me fez sentir paz com o meu passado no presente, a mochila pesa pelo conteúdo imenso que transporta, mas a vontade de seguir por aquilo que ela me fez sentir ser possível sentir caminho livre pelas ruas do mundo na ansia de tropeçar nela... mas a mala quando me sento queda-se nos ombros... a garrafa já não contém o coração, está vazia!
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