sábado, 22 de maio de 2010

Standing In The Way Of Control

Na correria incessante de resposta a questões por colocar, passa o tempo, fico eu em todos os momentos, os espelhos, os outros mostram-me o contorno de um rosto, as curvas de um corpo, as rugas de uma expressão, a luz de um sorriso... meus... na descoberta de um ser, o meu... apreendo-me ainda quase mais crescida, a certeza que irei continuar a vaguear nos dias que se sucedem a surpreender-me comigo...

O não só é aquilo que é... uma resposta... menos positiva que o sim?! Depende da expectativa colocada na pergunta... as coisas são uma sucessão de parênteses escondidos chamados expectativas, por isso hoje mais que ontem e menos que amanha sigo com expectativas baixas... sou livre, de dentro para fora...

Mais um ano... idosa que sou... criança que serei sempre... de ténis sujos... de olhar curioso fugidio do mundo dos adultos...

Demente por vezes sinto-me pela sensação de sentido contrário que os meus sentimentos e acções tomam... orgulho tenho de mim, da minha história, do meu percurso... sou pesada sim sou... apercebo-me cada vez mais... porquê? consigo hoje responder porque me dou, assim em queda livre, esperança que alguém abra os braços e me proteja do embate que consciência tenho de ser o mais certo, mas que não me enlaça os movimentos, que não me tolda os impulsos...

Reconheço-me nos outros que me abraçaram sem receio do peso que suportam... o respeito que sinto por aqueles que me absorveram... a certeza que fico, fiquei e ficarei naqueles que me receberam em pleno, apesar da fuga inevitável que alguns tomam, percebo, percebes tudo dizem, entendo tudo, compreendo algumas partes de tudo... porque quem sou eu para inquirir, para apontar o tão fácil dedo da crítica desbocada?!

Estou, estarei porque os dias se sucedem...

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