Na cadeira, aonde me recosto, esqueço a vida que me oprime. Não me dói senão ter-me doído."
Início de uma nova tela... a esperança que o prazer que me oferece ocupe-me os sentidos... oculte o que me os tem ocupado... vontade de ficar aqui ad eternum comigo... com as minhas sensações, com o meu tempo, com o meu espaço... a Mine descansa no mesmo espaço que eu, abre os olhos a cada esgar meu... outro dia ia eu muito bem a conduzir sozinha e sou interpelada por um transeunte com ar jocoso "Estás a falar sozinha?!" eu olhei, sorri... "SiM! Estou..."... o tal transeunte sorriu... fiquei comigo... sim, estou... estou bem obrigada... sou louca talvez para o comum dos mortais... dou comigo a reviver-me e aceitar que o sou... temo pelo tempo que passa, pela liberdade que sinto, pelo isolamento do meu eu no seio de uma multidão...
Estou bem... apesar de tudo o que sinto falta concluo que nunca estive tão bem no sentido real... a ilusão é a chave para a felicidade máxima... hoje percorro o tempo sem ela... sem a ilusão...
Até já, digo, porque sei que ela um dia vai voltar a sentar-se ao meu lado e não irei dar conta... tenho saudes na minha inconsciência de escrava que sou... :)
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