quinta-feira, 4 de junho de 2009

Já não tenho idade para isso!!!

Hoje passei o dia num estado estranho de inércia... talvez o dia em que a frase do título mais me consumiu... tomar a decisão por mim, só por mim, sem o apoio nem desagrado de ninguém... no fundo porque não pedi opinião a ninguém... está tomada!... Se me arrepender a mim e só a mim o devo... se me orgulhar a mim e só a mim o deverei também...
Continuo sem querer atrofios, pressões, cobranças...
Porque o rasurado é sempre alvo de mais atenção... sim... cobraram... o quê ainda não percebi, daquilo que sei dificilmente também saberão explicar, mas eu não quero explicações... só não quero atrofiar depois de vos ouvir, de vos sentir... e ler:
"Às vezes ponho-me a pensar de todas as vezes que fizemos algo as duas, a pensar nas três e não estiveste presente..."
YA... para quê, porquê... olharem para mim e visualizarem-me como restia do que fui no passado... não esperava que me comparassem no presente com o passado... que analisassem as situações presentes às vividas no passado... mas nunca me livrarem daquilo que fiz, das acções que tomei... só vos sei dizer que nada tem a ver... não vou expor-me a explicar... porque no fundo por mais que eu use as palavras como aliadas, o que interessa efectivamente é o que os outros sentem... e eu apenas sou e serei o que veêm de mim... isso no plano real do meu eu... há muito mais que o real de um corpo... há sempre mais... mas tentamos sempre tornar o outro redutor...
A vida é uma estrada de cruzamentos e curvas interessantes... entre ontem e hoje a minha cruzou-se com D. numa contra curva, feita sem contraordenações, apenas seguimos o código...
"Temos de combinar um café, tenho ainda os teus DVDs" - diálogo na separação dos corpos após um abraço intenso, de quem se cruza na rua, sem esperar... ao afastar de mão dada... solta-se as palavras sentidas... quero estar contigo... sem pensar, simplesmente sentir... sem combinar, sigo o código... na estação de comboios onde nada o faria prever... vejo a M. a passar:
- Que andas aqui a fazer?
- Vinha ali de cima e tu?
- Sai agora.
- Vais para onde?
- Ia apanhar comboio para casa.
- Não queres vir tomar café?
- Vamos! - iniciámos percurso.
- Ya, vamos ao Zoo, a D. vai lá ter.
Pois... e foi... e sim miúda sábado lá estarei... aceito... Bairro - Copo... Jamaica - Dançar...
Perceber que não passo despercebida, sem pretensões de o fazer...
"Tens a noção que és diferente, que não passas despercebida numa sala!"
Sim de facto nesse contexto e tentando por-me como observadora de uma sala com a minha presença... Sim de facto sou uma personagem diferente... Ou será que não são os outros todos diferentes? Porque serei eu a diferente? Porque estou em minoria? Porque não faço questão de me integrar na mancha? Não faço parte do recheio do bolo, prefiro ser o pormenor que realça, mesmo que seja azedo...
Isto tudo porque já não tenho idade para certas e determinadas situações... reacções... opiniões...

1 comentário:

N.P. disse...

Como diz o Gui:

"I just wanna be myself, i don't need to be nobody else"

E porque a essencia mais pura de cada um, brota dos momentos em que efectivamente nos encontramos a nós próprios...eu digo-te: o presente nunca se encaixará no teu passado pois apesar de o teu passado constituir parte do que és hoje, a tua presença actual no mundo é em tudo imaculada pela confiança que apresentas no resultado de teres explorado, e finalmente atingido...quem és!
És inorme morcega! peace **