sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Tão ou mais perdida que tu ser tonto...

"Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é... Respeito."

Charles Chaplin
Já não sou quem era... ou talvez seja... não temo amar, não temo viver, não temo voar, não temo caminhar, não temo o rídiculo... definitivamente ouso ser quem sou, um ser inseguro, um ser carente, um ser ingénuo, um ser transparente... mas tenho medo de amar quem tem medo dele... quem não sabe o que ele é... perder-me no enredo de um amor alimentado por iniciativa unilateral, só pela sensação não desistas porque vais fazer bem aquela pessoa e ela vai ser para ti o que desejas... já passei por isso, foi brutal, mas uma pessoa que diz que quer voar mas não voa por iniciativa própria ira quedar mais tarde ou mais cedo nas suas prisões... prisões que não fazem parte de mim, que não existem em mim...
Aprendi a ser feliz sozinha durante este ano e meio e que passou... o existir à toa por mim... sem ninguém a quem partilhar nada... não ter o recurso de expressar nada, nem o bom, nem o mau... caminhar no silêncio dos dias ao som dos meus pensamentos, falar sozinha, aconselhar-me sozinha... seguir o meu eu e o meu outro eu...
É bom ter-te So., é bom poder deixar os meus dedos escorregarem nas teclas do telemóvel ao ritmo do meu pensamento, trocar a minha bic e a minha moleskine... materializar-me em ti... mas não me sinto acompanhada... sinto que "exiges" que te acompanhe, eu dei, dou isso... sou assim um ser que se anula perante a necessidade do outro... mas preciso de alguém que me sinta e que me acompanhe sem eu "exigir", porque eu não o sei fazer... mas é tudo o que eu preciso!

Domingo foi demasiado intenso para este ser pequenino... não me peguem ao colo, não me deixem chorar no ombro... não me acolham, senão eu aninho-me... foi o que rejeitei... não posso voltar a iludir-me, não posso voltar a quedar-me ao colo de alguém que um dia vai partir e quando precisar vou ter de me aninhar sozinha numa rua fria, isolada, sobre mim própria...
Gosto daquela pessoa... gosto muito mesmo... vontade de a raptar e ensinar-lhe, mostrar-lhe o caminho que eu vejo... sinto que tem potencial para ser em pleno... mas está presa... ainda não percebi bem a origem... mas como a maioria dos seres, está no exterior a prisão, a dualidade de colmatar necessidades antagónicas...
Vou permanecer... porque sou um ser que não desiste das pessoas até elas desistirem de si próprias...

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